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Pai preso por matar filha e deixar corpo na rua em SP cumpria pena por roubos e tráfico de drogas

Homem estava em regime aberto desde abril do ano passado; ele confessou ter matado a jovem esganada

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Wellington Rosas cumpria pena por roubos e tráfico de drogas • Polícia Civil/Reprodução

O pai que confessou ter matado a filha esganada, transportado o corpo em uma caixa, queimado e deixado em um buraco perto da Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo, estava cumprindo pena em regime aberto por três crimes de roubo e por tráfico de drogas, cometidos a partir de 2007.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP), ele estava liberado da prisão desde 18 de abril do ano passado, depois que saiu do Presídio de Tremembé, no interior do Estado. O regime é concedido para presos com bom comportamento.

Agora, Wellington Rosas, de 36 anos, está detido preventivamente no Centro de Detenção Provisória 2, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. O crime aconteceu no domingo (24), quando Rayssa Santos da Silva Rosas, de 18 anos, estava no apartamento dele, na Bela Vista, região central de São Paulo.

O portal g1 teve acesso ao resultado do teste criminológico que convenceu a Justiça a liberar o homem para o regime aberto. A defesa dele pediu a progressão quando faltava mais de três anos de pena a cumprir.

O documento concluiu após relatórios e laudos sociais, comportamentais e psicológicos, que Rosas estava arrependido e que os "níveis de agressividade e impulsividade" estavam "sob controle". O relatório aponta ainda que ele apresentava "boa tolerância à frustração".

O crime

De acordo com a polícia, ele e a filha beberam durante a visita dela. Depois, eles discutiram sobre a separação dele e da mãe da vítima, que aconteceu há poucos meses. Rosas, que tem passagens por diversos crimes, inclusive tentativa de homicídio, ficou irritado com o fato de a filha ter ficado do lado da mãe na separação.

A garota ficou desaparecida da noite de domingo até a manhã de terça-feira (26), quando o corpo foi encontrado. Conforme a Polícia Militar (PM), Rayssa estava com as pernas quebradas e dobradas, ao ponto de investigadores acreditarem, no instante em que o cadáver foi encontrado, de que ambos os membros inferiores haviam sido arrancados.

Os investigadores monitoraram o suspeito e conseguiram imagens de um circuito de segurança, próximo do local onde o corpo foi encontrado, que mostra Wellington carregando uma caixa grande, que possivelmente seria com o corpo de sua filha.

Ele transportou a caixa com um carrinho, usando o elevador, e levou para a Avenida 23 de Maio, onde jogou o corpo da filha em uma vala. O suspeito disse que contratou um andarilho desconhecido para comprar combustível e queimar o cadáver.

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