Belo Horizonte
Itatiaia

Clínica onde paciente foi torturado era clandestina, diz prefeitura

Paciente de 55 anos foi enterrado nesta quarta-feira (10)

Por
O monitor filmou toda a ação, ele foi preso e confessou os maus tratos • Divulgação

A clínica particular em Cotia (SP) - onde um paciente de 55 anos foi torturado - não tinha autorização para funcionamento e, portanto, era clandestina. Jarmo Celestino de Santana, de 55 anos, foi enterrado nesta quarta-feira (10).

O estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária e, segundo a prefeitura, foi feito contato com as famílias dos internados "para que eles sejam retirados do espaço". A administração municipal deu 48 horas para a remoção dos internos.

Um dos monitores da Comunidade Terapêutica Efatá, Matheus Camargo Pinto, de 24 anos, foi preso em flagrante na segunda (8) sob a acusação de matar Santana. No dia seguinte, a prisão foi convertida em preventiva. Outro funcionário também está sendo investigado.

Morte de Jarmo

Nas gravações feitas na sexta-feira (5), a vítima aparece amarrada em uma cadeira enquanto três homens debocham dele e gravavam a situação. Na segunda-feira (8), Santana deu entrada em posto de saúde na cidade de Vargem Grande do Sul, vizinha a Cotia. Ele estava repleto de machucados por todo o corpo e não resistiu aos ferimentos.

Os agentes identificaram Matheus Camargo Pinto após o suspeito enviar uma mensagem de áudio para um grupo, na qual ele detalhava as agressões que teria cometido contra Santana.“Cobri no cacete, cobri... chegou aqui na unidade... pagar de brabo... cobri no pau. Tô com a mão toda inchada”, comentava o suspeito no áudio.