Operação Verão termina com 56 mortes e 1025 presos na Baixada Santista
Secretaria da Segurança Pública de São Paulo recebeu, até o momento, 40 ofícios solicitando mais informações sobre as mortes.

A Polícia de São Paulo anunciou, nesta segunda-feira (1), o fim da terceira fase da Operação Verão, realizada no litoral paulista desde dezembro de 2023. Ao todo, 1.025 pessoas foram presas, além de 47 menores, quase 3 toneladas de drogas e 119 armas de fogo ilegais apreendidas.
Segundo a pasta, houve redução de roubos em 25,8% em Santos, São Vicente e Guarujá no primeiro bimestre do ano, quando comparado ao do ano anterior.
A Secretaria de Segurança de SP também informou que o efetivo policial do estado será ampliado nas principais cidades da Baixada. Ao todo serão 341 PMs.
A terceira fase da Operação foi desencadeada depois da morte de dois PMs, Samuel Wesley Cosmos, no dia 2 de fevereiro, e o cabo José Silveira dos Santos, no dia 7 do mesmo mês.
Sobre as 56 mortes, a SSP sempre se manifestou como resultados de confronto com os policiais. A Itatiaia em contato com a ouvidoria da Polícia Militar de SP que informou que, 'até o momento, foram encaminhados 40 ofícios a Corregedoria solicitando mais informações sobre as mortes', disse a Ouvidoria da PM.
Prisões de membros do PCC
Segundo a polícia de São Paulo, durante a terceira fase da Operação Verão houve prisões de peças-chave do PCC que atuavam a partir da Baixada.
Uma delas foi presa no último dia 8 de fevereiro. Karen de Moura Tanaka Mori, a Japa, é suspeita de comandar a lavagem de dinheiro de uma facção criminosa em Santos, Cubatão e Guarujá, além da capital. Os policiais também prenderam Caio Vinicius, apelidado de “Nego Boy”, acusado de liderar o tráfico de drogas em uma das comunidades de Santos.
Ainda dentro da operação, as investigações da polícia identificaram a atuação de Rodrigo Pires dos Santos, conhecido como “Danone”, outra liderança de alto escalão de uma facção. Na ação, em 16 de fevereiro, o suspeito trocou tiros com policiais e foi morto.


