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Operação prende influenciadores que divulgavam óleo de maconha para cigarros eletrônicos

A operação prendeu sete pessoas; entre eles estão os influencers Rhaynara Didoff, Letícia Susane Correia Castro e Elisa de Araújo Marden

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Os suspeitos mantinham páginas na internet e contas em redes sociais para o comércio dos produtos • SSP

A Polícia Civil prendeu em São Paulo, nesta quarta-feira (24), líderes de uma organização criminosa envolvida na importação de óleo de cannabis e na venda de cigarros eletrônicos. Segundo a polícia, a quadrilha contratava influenciadores digitais para divulgar e vender os entorpecentes.

Sete pessoas foram presas. Entre elas estão Rhaynara Didoff, Letícia Susane Correia Castro e Elisa de Araújo Marden, que são influencers no Distrito Federal.

Elisa Marden tem 6 mil seguidores Elisa Marden tem mais de seis mil seguidores, onde publica fotos de viagens e com amigos e famílias.

Os advogados de Elisa Marden e Rhaynara Didoff disseram em nota enviada à Itatiaia que até o momento não tiveram acesso ao inquérito correspondente e que consideram a "prisão atualmente imposta como desnecessária".

Já a defesa de Letícia Susane Correia Castro disse que está disponível para esclarecer todos os fatos e provar a inocência da acusada.

Agentes da polícia confirmaram que a quadrilha firmou contratos com influenciadores digitais de diversas partes do país. A operação de hoje batizada como Operação Refil Verde é uma ação conjunta entre as policias do RJ, DF e SP.

Como funcionava?


Em São Paulo, parte do bando manipulava as drogas, misturado a solventes e aromatizantesA organização criminosa importava o óleo dos Estados Unidos em grande quantidade, a droga entrava no Brasil pelo Paraguai em potes de ceras de depilação. Em São Paulo, parte do bando manipulava as drogas, misturado a solventes e aromatizantes e envasando em refis de cigarros eletrônicos.

Ainda segundo a polícia, o esquema criminoso obteve lucros milionários, que ainda são contabilizados pelos investigadores.

Esquema de proteção

Segundo as investigações os líderes do grupo estavam sediados no interior do estado de São Paulo e não tinham contato direto com as drogas. O material era remetido a traficantes e usuários por meio de contrato com uma empresa privada e postadas pelos Correios. Eles operavam de forma remota para evitar que a identidade do grupo fosse descoberta.

As ações da quadrilha estavam em expansão, segundo a Polícia Civil. Havia redes de contatos em diversos países e websites e redes sociais reservas, para o caso de queda de algum recurso em virtude de ação policial.

Defesa de - Elisa Marden e Rhaynara Didoff

"Em relação ao recente caso de tráfico de drogas que envolve a defesa gostaria de esclarecer que até o momento não teve acesso ao inquérito correspondente. Esta falta de acesso dificulta nossa capacidade de analisar detalhes e apresentar uma defesa robusta.

Entretanto, mesmo diante dessa situação, é importante ressaltar que consideramos a prisão atualmente imposta como desnecessária. A defesa está trabalhando diligentemente para obter acesso ao inquérito e, assim que possível, apresentará um pedido de liberdade ou outras medidas adequadas para garantir os direitos legais das investigadas.

Estamos comprometidos em cooperar plenamente com as autoridades e confiantes de que a verdade prevalecerá no desenrolar deste caso", Advogados - Caio Vitor gomes nogueira, Luís Gustavo delgado Barros e Fabrício Martins Chaves Lucas".

Defesa de Letícia Susane Correia Castro

"A defesa vai rebater todas as acusações na sede da delegacia. Mas, na audiência de custódia que será realizada nesta quinta-feira, a defesa vai falar do perfil dos acusados, se são pessoas com carteira assinada, se têm filhos, se estudam, se trazem risco para a sociedade e se estudam. A defesa está disponível para esclarecer todos os fatos e provar a inocência da acusada", Advogados Gabriel Dutra Pietricovsky e Wagner de Melo.