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Operação no litoral de SP completa um mês com 39 mortes em confrontos com policiais

Ações foram intensificadas após a ataques que mataram PMs

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Suspeito de matar PM no litoral de SP se entregou por medo de morrer, diz advogado.
Operação começou em 2 de fevereiro após morte de policial da Rota • CNN Brasil

A operação policial realizada no litoral de São Paulo depois de ataques que mataram dois policiais militares completou um mês no domingo (3) com 39 mortes registradas em supostos confrontos. No ano passado, em 40 dias, uma ação deflagrada no litoral matou 28 pessoas.

Antes chamada Escudo, a ação passou a ser denominada Verão e começou em 2 de fevereiro, após o assassinato do policial militar da Rota, o pelotão de elite da PM paulista, Samuel Wesley Cosmo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirma que três policiais morreram depois de ataques de criminosos no litoral desde 26 de janeiro.

A morte mais recente da operação deste ano foi registrada na semana passada. Um jovem de 24 anos estava internado depois de ser baleado em um confronto com policiais, em São Vicente. O caso aconteceu na terça-feira (27) e ele morreu dois dias depois. Outras quatro pessoas também foram mortas no dia da ocorrência, sendo dois adolescentes de 17 anos.

De acordo com a PM, os policiais apreenderam dois revólveres e uma pistola com diversas munições deflagradas, além de drogas, celulares e dinheiro. O caso foi registrado como tráfico de drogas, posse ou porte ilegal de arma de fogo, resistência e morte decorrente de intervenção policial.

As investigações sobre as mortes na operação, comandadas pela PM e pela Polícia Civil, têm sido acompanhadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Entidades de direitos humanos e a Ouvidoria das Polícias de São Paulo apontam irregularidades na operação.

Em visita ao litoral, no domingo, o ouvidor das polícias Claudio Aparecido da Silva afirmou que os boletins de ocorrência das mortes na operação são praticamente um "copia e cola", com a mesma narrativa de troca de tiros. Ele também denunciou que testemunhas têm sido intimidadas por policiais. A reportagem entrou em contato com a SSP e aguarda retorno.

No primeiro bimestre deste ano, o Estado de São Paulo registrou 134 mortes decorrentes de intervenções policiais, segundo dados do MP-SP. O número praticamente dobrou no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 69 óbitos.

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