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Operação mira esquema de R$ 7 mi no Camelódromo da Uruguaiana no RJ; 8 foram presos

Entre os integrantes do grupo criminoso estão um policial civil aposentado e um policial penal; segundo as investigações, há 6 anos o grupo se infiltrou na Associação Comercial da Uruguaiana

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Entre os integrantes do grupo criminoso estão um policial civil aposentado e um policial penal.
Entre os integrantes do grupo criminoso estão um policial civil aposentado e um policial penal. • Divulgação | Polícia Civil do Rio de Janeiro

Oito pessoas foram presas durante uma operação de policiais civis e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e do Ministério Público, no Rio de Janeiro, durante a manhã desta quinta-feira (22).

A Operação Feira Livre 2 é contra uma organização criminosa que explorava o Camelódromo da Uruguaiana, no Centro do Rio. Entre os integrantes do grupo criminoso estão um policial civil aposentado e um policial penal. Os agentes ajudavam a dar uma aparência de legalidade ao dinheiro obtido. O líder da quadrilha seria um advogado que ainda não foi localizado.

Segundo as investigações, o grupo atuava desde 2019 e realizava extorsões, exigindo o pagamento de taxas para o funcionamento dos boxes no local, a pretexto de ser uma “contribuição associativa”. Além disso, eram cobrados valores referentes ao consumo de energia elétrica, de forma arbitrária. Quando os pagamentos não eram realizados, o grupo cortava a energia. As cobranças eram feitas violentamente e com ameaças, inclusive com emprego de armas de fogo.

Boxes eram vendidos de forma irregular por até R$ 80 mil

As investigações apontaram ainda que as vítimas eram coagidas a realizar os pagamentos, sob pena de terem seus negócios inviabilizados, e até de serem expulsos do local, perdendo o ponto e a mercadoria. A polícia apurou ainda que eram realizadas vendas de boxes de forma irregular, uma vez que o espaço do camelódromo é público, só podendo ser cedido seu uso por ordem e autorização da Prefeitura do Rio. Os valores variavam entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. Cerca de R$ 7 milhões foram movimentados durante as extorsões.

Os valores eram depositados em contas de laranjas ou reinvestindo em boxes no próprio Mercado Popular. O objetivo da operação é cumprir 11 mandados prisão e 9 mandados busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos no próprio camelódromo e em endereços na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio e na Baixada Fluminense.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

 

 

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