Nova CNH reduz custos e gera economia de R$ 1,8 bilhão, diz ministério
Com as novas regras, o candidato pode optar por não frequentar autoescola para a parte teórica e ir direto para a prova no Detran.

Desde dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou mais acessível e menos burocrático. A principal mudança foi o fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas, o que permitiu uma economia estimada em R$ 1,8 bilhão para os brasileiros, segundo o Ministério dos Transportes.
Antes da alteração, os candidatos precisavam cumprir ao menos 45 horas de aulas teóricas presenciais. Agora, essa exigência deixou de existir, e o conteúdo pode ser estudado de forma flexível — inclusive gratuitamente — pela internet.
Curso teórico deixa de ser obrigatório
Com as novas regras, o candidato pode optar por não frequentar autoescola para a parte teórica e ir direto para a prova no Detran.
O estudo pode ser feito:
- em casa, por meio de plataformas digitais
- em escolas públicas de trânsito
- em instituições de ensino a distância
- ou por aplicativos e sites oficiais
O conteúdo inclui temas como legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e meio ambiente.
Economia chega a bilhões
De acordo com o Ministério dos Transportes, o custo total do processo de habilitação variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Somente o curso teórico podia chegar a cerca de R$ 1 mil em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Com a flexibilização, mais da metade da economia nacional — cerca de 55% — está concentrada em seis unidades da federação.
Prova continua paga
Apesar da possibilidade de estudar gratuitamente, a prova teórica continua sendo cobrada pelos Detrans.
Os valores variam conforme o estado:
- Em São Paulo: cerca de R$ 52,83
- Em Pernambuco: cerca de R$ 38,17
Após a aprovação no exame teórico, o candidato já pode iniciar as aulas práticas de direção.
A mudança faz parte de uma estratégia do governo para ampliar o acesso à habilitação e reduzir custos no processo de formação de condutores.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



