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Polícia encontra ‘cofre central do PCC’ em Roraima; tambor enterrado armazenava drogas

Após denúncia do Ministério Público, cinco pessoas foram condenadas acusadas de participar do esquema de tráfico na região

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Divulgação | PCRR

Um tambor enterrado em uma propriedade rural da cidade de Caracaraí, no Sul de Roraima, funcionava como uma espécie de "cofre central" para o armazenamento de drogas de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A estrutura clandestina, descoberta durante investigações do Ministério Público de Roraima (MPRR) e da Polícia Civil do estado, foi um dos elementos que contribuíram para a condenação de cinco integrantes do grupo.

A sentença é resultado de uma denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pela Promotoria de Justiça de Caracaraí. Segundo as investigações, os condenados integravam uma organização estruturada que atuava no tráfico de drogas no município, com divisão de funções e responsabilidades entre os membros.

De acordo com o Ministério Público, o imóvel rural localizado na região do Projeto Cujubim era utilizado como ponto estratégico para ocultar entorpecentes antes da distribuição aos traficantes responsáveis pela venda na cidade. O local foi apelidado pelos próprios integrantes da facção de "cofre central", em referência ao papel que desempenhava na logística do grupo. As apurações apontaram que cada investigado possuía uma função específica dentro da organização. Entre as atribuições identificadas estavam o gerenciamento financeiro da atividade criminosa, a administração de pontos de venda de drogas, o abastecimento dos traficantes e o armazenamento dos entorpecentes.

Durante a investigação, foram reunidos relatórios de inteligência, laudos periciais, mensagens extraídas de celulares apreendidos e vídeos gravados pelos próprios integrantes da facção. Segundo o MPRR, as imagens mostravam etapas da operação criminosa, como pesagem, contagem e organização das drogas mantidas no esconderijo. Com base no conjunto de provas, a Justiça reconheceu a atuação do grupo em crimes relacionados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. As penas aplicadas aos condenados variam entre oito e nove anos de prisão, além do pagamento de multas.

Para o Ministério Público, a condenação representa um avanço no combate às facções criminosas que atuam em Roraima. O coordenador do GAECO, promotor de Justiça Joaquim Eduardo dos Santos, destacou que a integração entre os órgãos de investigação e o Poder Judiciário tem sido fundamental para desarticular estruturas ligadas ao crime organizado. A decisão judicial faz parte dos desdobramentos da Operação Fim de Dança, que investigou a atuação da organização em Caracaraí. As autoridades informaram que as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o mapeamento das atividades da facção no estado.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.