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Mãe de Djidja Cardoso deixa prisão e passa a cumprir pena no regime semiaberto em Manaus

Cleusimar Cardoso foi condenada a 10 anos e 11 meses por crimes relacionados ao tráfico de cetamina

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Djidja, a mãe Cleusimar Cardoso e o irmão. • Reprodução / Redes Sociais

Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixou o regime fechado e passou a cumprir a pena no regime semiaberto nesta segunda-feira (28), em Manaus.

A progressão foi autorizada pela Justiça do Amazonas. A decisão, da juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara de Execução Penal de Manaus, determina que Cleusimar use tornozeleira eletrônica e cumpra uma série de medidas durante o período.

Cleusimar foi condenada em julho deste ano a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina. Segundo a sentença, ela era apontada como uma das principais responsáveis pelo grupo investigado no caso.

A Justiça também reconheceu 12 dias de abatimento da pena por atividades realizadas durante o período de prisão. Foram considerados dias referentes à leitura de um livro, ao trabalho e à participação em um projeto.

A decisão registra ainda que Cleusimar apresentou bom comportamento durante o período em que esteve presa e que cumpriu os requisitos necessários para a progressão de regime.

Quais são as regras

Com a mudança para o semiaberto, Cleusimar deverá ser cadastrada no sistema de monitoramento Chronos e utilizar tornozeleira eletrônica.

De segunda a sexta-feira, ela deverá permanecer em casa das 22h às 6h. Nesse período, poderá sair apenas para trabalhar, estudar ou realizar tratamento de saúde previamente informado à Central de Monitoramento.

Nos fins de semana, feriados e dias de folga, o recolhimento deverá ser integral na residência cadastrada.

Ela também não poderá mudar de endereço ou deixar Manaus sem autorização judicial. A decisão determina ainda que Cleusimar atenda às convocações das autoridades.

Entre as restrições estão a proibição de portar armas, consumir bebidas alcoólicas ou drogas e cometer novos crimes.

Condenação no caso Djidja

Principal linha de investigação é de que Djidja tenha morrido por overdose de Cetamina. • Reprodução / Instagram | CNN Brasil
Principal linha de investigação é de que Djidja tenha morrido por overdose de Cetamina. • Reprodução / Instagram | CNN Brasil

Cleusimar foi condenada em 22 de julho de 2026 junto com outras seis pessoas em uma nova sentença relacionada à Operação Mandrágora.

Também foram condenados Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima.

As penas dos sete condenados variaram de oito anos e seis meses a 10 anos e 11 meses de prisão.

Segundo a sentença, o grupo utilizava a rede de salões de beleza Belle Femme e a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para distribuir e aplicar cetamina. A substância é utilizada como anestésico e, segundo as investigações, era obtida de forma irregular e utilizada em rituais do grupo.

Outros três réus foram absolvidos por falta de provas suficientes.

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Processo havia sido anulado

A condenação de julho ocorreu após uma nova decisão judicial sobre o caso. A sentença anterior havia sido anulada cerca de 10 meses antes, após uma falha reconhecida pelo Ministério Público.

Após a regularização das provas periciais, a Justiça considerou que havia elementos suficientes para analisar novamente as acusações e responsabilizar os condenados.

Morte de Djidja Cardoso

Djidja Cardoso foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, em Manaus. Ela ficou conhecida por interpretar a sinhazinha do Boi Garantido e participou do Festival de Parintins durante cinco anos.

A principal linha de investigação da polícia apontou para uma possível overdose de cetamina. Durante as investigações, foram encontrados frascos da substância enterrados no quintal da casa de Djidja.

Também foram apreendidas caixas de cetamina, seringas, frascos, bulas e cartelas de medicamentos.

Segundo o laudo preliminar citado na investigação, Djidja sofreu um edema cerebral que comprometeu o funcionamento do coração e da respiração. O documento, porém, não apontou a causa do edema.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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