Belo Horizonte
Itatiaia

Bacabal-MA: após 21 dias de mistério, autoridades decidem mudar estratégia de buscas

Buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael serão reduzidas, enquanto a investigação policial será intensificada

Por
Buscas por crianças continuam e vão para o décimo dia
Buscas pelas crianças seguem • Reprodução/Redes Sociais

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos e Allan Michael, quatro, completam 21 dias neste sábado (24). As autoridades do estado do Maranhão informaram que a procura pelas crianças que desapareceram em Bacabal-MA serão reduzidas.

Algumas pistas dadas pelo menino encontrado auxiliaram na reconstrução do caminho que as crianças fizeram antes do grupo se separar.

"É uma distância muito grande para crianças percorrerem”, explicou o prefeito da cidade de Bacabal, Roberto Costa, em entrevista à Itatiaia. “Ele já esteve no local em que foi encontrado. Claro, com todo um suporte, para garantir a integridade física e mental do Kauã", completou.

Mobilização nas buscas

Mesmo com a mudança de estratégia, a Secretaria afirmou que as equipes permanecem de prontidão para retomar as buscas em locas determinados caso novas pistas surjam.

Na última quinta-feira (21), o Corpo de Bombeiros do Maranhão atuou, junto à Marinha Brasileira em busca das crianças no Rio Mearim, onde cães farejadores rastrearam os últimos passos deles.

“Temos duas frentes, de busca em terra e no rio, mas também tem um trabalho importante que a Polícia Civil está fazendo de investigação. É um trabalho sigiloso, mas temos cerca de cinco delegados especiais que estão fazendo o acompanhamento até hoje”, destacou o prefeito de Bacabal.

Ele ainda destacou que moradores estão sendo convocados para prestar depoimentos, para ajudar na busca por uma informação que possa levar às crianças desaparecidas.

Relembre o desaparecimento

As crianças foram vistas pela última vez no domingo (4) enquanto brincavam em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão. Os irmãos tinham a companhia do primo mais velho, Anderson Kauã, de oito anos.

As três crianças estavam sob os cuidados da avó materna. A mãe e o padrasto dos irmãos estavam a caminho de São Luiz, capital do estado, onde o homem pegaria um voo a trabalho até Curitiba, no Paraná.

Segundo Anderson, ele e os primos tentavam chegar a um pé de maracujá próximo a casa da avó quando um tio não permitiu que eles fossem até lá. As crianças, então, entraram na mata e acabaram se perdendo.

Após algumas horas, percebendo a falta das crianças, a avó chamou pelos netos e obteve resposta. Diante da situação, familiares e vizinhos da comunidade iniciaram as buscas e passaram a noite procurando pelas crianças.

Por

Mariana Taveira é estagiária do portal Itatiaia. Graduanda em Jornalismo pela UFMG, atua na cobertura de Minas Gerais, Brasil, Mundo e Entretenimento. Foi estagiária de produção na Record Minas e é entusiasta de narrativas que nascem do cotidiano e das paixões coletivas.