Tremor de terra atinge cidade na Bahia; é o segundo registrado no estado neste mês
Na última quinta-feira (3), o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte divulgou um abalo em Cansanção, com magnitude 2,4

Moradores de Presidente Tancredo Neves, na Bahia, relataram ter sentido um tremor por volta das 6h37 de segunda-feira (7). O abalo de magnitude 2,0 foi confirmado pelas estações Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Foi a segunda vez no mês que um tremor de terra foi registrado na Bahia. Na última quinta-feira (3), o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte divulgou um abalo em Cansanção, com magnitude 2,4.
Casos como esses, de baixa magnitude, são relativamente comuns no Brasil, segundo o RSBR, especialmente na Região Nordeste. O órgão explica que os tremores acontecem devido às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre.
O Brasil está locaizado no centro da Placa Sul-Americana, resultando em terremotos intraplaca, geralmente de intensidade pequena a moderada.
Diferença entre tremor e terremoto
Tremor de terra e terremoto são o mesmo fenômeno físico (um sismo ou abalo sísmico), provocado pela liberação repentina de energia acumulada na crosta terrestre, em geral pelo deslocamento de placas tectônicas ou falhas geológicas.
Entretanto, a distinção entre os dois termos no dia a dia é uma questão de intensidade, magnitude e impacto:
- Tremor de terra (ou abalo sísmico): usado para se referir a vibrações de baixa a moderada intensidade (geralmente abaixo de 4,5 ou 5,0 na escala Richter). Costumam causar apenas pequenos tremores percebidos por pessoas em repouso, chacoalhar de janelas e pratos, sem gerar danos às construções.
- Terremoto: reservado para sismos de média a alta intensidade. São eventos com força suficiente para rachar o solo, derrubar edifícios, destruir infraestruturas e causar impacto severo.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



