Argentino denunciado por injúria racial na Bahia tem prisão preventiva decretada
Episódio de racismo foi registrado em Morro de São Paulo, na Bahia, e gerou repercussão nas redes sociais. Torcedor argentino imitou um macaco na frente de um homem negro.

A Justiça decretou neste sábado (18) a prisão preventiva de Sebastian Fernando Ayala, o turista argentino investigado por injúria racial em um restaurante em Morro de São Paulo, no baixo sul da Bahia. Como ele já embarcou de volta para Buenos Aires poucas horas após o episódio, agora é considerado foragido.
O caso aconteceu na última quarta-feira (15), durante a transmissão da semifinal da Copa do Mundo, momento em que Sebastian teria feito os gestos racistas.
Na decisão de prisão, o juiz plantonista Marcelo Lagrota classificou a conduta como uma "violação à dignidade da pessoa humana". O magistrado também destacou que tentar justificar o preconceito como se fosse uma "brincadeira" é um dos mecanismos mais perversos do racismo estrutural, pois busca minimizar atos que causam profunda repulsa na sociedade.
Relembre o caso
Um episódio de racismo registrado em Morro de São Paulo, na Bahia, repercutiu nas redes sociais nesta quarta-feira (15). Um vídeo mostra um torcedor argentino imitando um macaco na frente de um homem negro durante a comemoração da vitória da Argentina em uma partida da semifinal da Copa do Mundo.
As imagens, segundo desabafo feito pela própria vítima, foram registradas dentro de um restaurante. Até o momento, as identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Cairu divulgou uma nota de repúdio, afirmando que "não tolera, em nenhuma circunstância, atos de discriminação, racismo ou qualquer forma de violência contra moradores, trabalhadores e visitantes do município". A administração municipal também ressaltou que a injúria racial é considerada crime pela legislação brasileira e está sujeita às penalidades previstas em lei.
O Funny Restaurante, local onde o episódio aconteceu, também se manifestou por meio de nota. O estabelecimento afirmou que repudia qualquer ato de preconceito e reforçou seu compromisso com o respeito, a diversidade e a dignidade de todas as pessoas.
Em nota, a Polícia Militar informou que não foi acionada para atender a ocorrência. Já a Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado para apurar as circunstâncias do ocorrido e identificar os envolvidos.
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