Brigas entre torcidas organizadas deixa dois mortos e seis presos após clássico Bahia
Confrontos entre integrantes de organizadas de Bahia e Vitória ocorreram horas antes do clássico em Salvador; polícia apreendeu facas, explosivos e fogos de artifício

Dois torcedores morreram, quatro pessoas ficaram feridas e seis homens foram presos após uma série de confrontos entre integrantes de torcidas organizadas do Bahia e do Vitória, neste domingo (23), em Salvador. Os episódios de violência aconteceram horas antes do clássico Ba-Vi, válido pelo Campeonato Brasileiro, e mobilizaram equipes das polícias Militar e Civil.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, os seis suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra outras quatro pessoas, posse de artefatos explosivos e promoção de tumulto em eventos esportivos, prevista no Estatuto do Torcedor.
Torcedores mortos
Uma das vítimas foi José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, conhecido como "Nakombi". Ele foi atacado com golpes de arma branca na Avenida 29 de Março, nas proximidades do Estádio Barradão, onde a partida seria disputada com torcida única do Vitória. José Alexandre, que era apontado como integrante da torcida organizada Bamor, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. As investigações iniciais indicam que ele pode ter sido agredido por membros da torcida organizada Os Imbatíveis, ligada ao Vitória.
A segunda vítima foi identificada como Lucas dos Reis Bomfim, de 19 anos, também integrante da Bamor. O jovem morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo. De acordo com a Polícia Civil, até o momento não há confirmação de que esse homicídio tenha ligação direta com o ataque que matou José Alexandre. Os dois casos, no entanto, ocorreram no mesmo dia e fazem parte da apuração sobre a violência envolvendo torcidas organizadas na capital baiana.
Prisões e apreensão de explosivos
Após o primeiro ataque, policiais militares localizaram um grupo de cerca de 60 pessoas nas imediações da Avenida 29 de Março. Durante a abordagem, seis homens foram presos. Com os suspeitos, a polícia também apreendeu três armas brancas, dois artefatos explosivos artesanais, fogos de artifício, soqueiras, latas de spray e roupas com vestígios aparentes de sangue.
Todo o material foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica da Bahia. Os demais integrantes do grupo foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde parte deles respondeu por atos de vandalismo. Além das agressões entre torcedores, a polícia registrou ataques contra ônibus do transporte público e danos a um estabelecimento comercial durante os confrontos.
Torcidas e governo se manifestam
Em nota, a Bamor lamentou a morte dos dois integrantes da torcida e repudiou qualquer forma de violência, defendendo que os responsáveis sejam identificados e punidos. Já o presidente da torcida Os Imbatíveis também manifestou solidariedade à família da vítima e afirmou esperar uma apuração rigorosa dos fatos. Veja os posicionamentos completos:
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também se posicionou e classificou os episódios como inadmissíveis e determinou uma investigação rigorosa. "Nenhuma camisa, rivalidade ou paixão pode valer uma vida", afirmou o governador. Confira a declaração completa:
Hoje, o futebol baiano está de luto. Alexandre Borges, o Nakombi, teve a vida interrompida pela violência entre torcidas. É inadmissível que alguém saia de casa para torcer pelo seu time e não volte. Nenhuma camisa, rivalidade ou paixão pode valer uma vida.
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Sou Vitória, vocês…
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) August 23, 2026
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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