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Mulher que ateou fogo no próprio marido no RJ vira ré e tem prisão preventiva decretada

O caso aconteceu dia 4 de dezembro do ano passado; homem morreu após ter 90% do corpo queimado

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Crime foi flagrado por uma câmera de segurança do estabelecimento • Imagens cedidas à Itatiaia

A Justiça do Rio acatou a denúncia do Ministério Público do estado e tornou ré por homicídio triplamente qualificado a mulher que ateou fogo no próprio marido. Ana Maria Paixão também teve a prisão preventiva decretada. Em sua decisão, a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis destacou que o crime foi praticado de forma cruel e covarde e que a liberdade de Ana Maria representaria risco à sociedade e à livre instrução processual.

O caso aconteceu dia 4 de dezembro do ano passado, em uma peixaria do bairro Jardim América, Zona Norte do Rio. De acordo com imagens de uma câmera do estabelecimento, Ana Maria segue em direção ao marido, André Chapeta, e despeja nele um líquido inflamável enquanto a vítima permanece sentada numa cadeira.

Em seguida, a mulher pega um isqueiro e ateia fogo na vítima. Com o corpo em chamas, o homem corre pelo estabelecimento e a mulher assiste a cena sem fazer nada. André foi levado por bombeiros a um hospital estadual da zona norte do Rio e morreu quatro dias depois. Ele teve mais de 90% do corpo queimado.

Ana Maria foi presa uma semana após o crime. Aos policiais, ela disse que perdeu a cabeça e que queria apenas dar um susto no marido. O casal estava junto há cerca de 30 anos e o relacionamento dos dois era marcado por brigas e discussões.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.