Mulher fica sem luz, aciona companhia elétrica do Paraná e é estuprada por eletricista terceirizado
Conforme a Polícia Civil, crime aconteceu dentro da casa da vítima, que denunciou estupro por meio de um e-mail

Uma mulher denunciou, via e-mail, que foi estuprada por um eletricista terceirizado da Companhia Paranaense de Energia (Copel) dentro da própria casa, após ter ficado sem luz e acionar o trabalho da concessionária. A vítima procurou uma delegacia no dia 9 de junho, mas somente nessa segunda-feira (7), a Polícia Civil indiciou o homem de 33 anos por estupro.
De acordo com a delegada do caso, Cláudia Krüger a vítima tem 18 anos e mora em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, com a avó. Ele detalha que, no dia do crime, dois prestadores de serviço foram até a casa da mulher prestar o atendimento. Em determinado momento, "um deles foi com a vítima até o porão da casa, para buscar uma ferramenta na qual ele usaria no reparo, e foi naquele local que o investigado praticou o abuso sexual", explica ela.
Conforme a delegada, o homem não foi preso porque não foi denunciado a tempo de flagrante. Mas também não descarta a possibilidade de solicitação de prisão preventiva ou temporária.
No e-mail, a jovem diz: "Hoje mais cedo minha residência ficou sem luz, então chamamos a Copel para ver, ela veio, só que durante o trabalho deles um dos moços que veio me roubou um beijo e me levou para o portão pq ia procurar uma ferramenta lá, só que nisso ele já foi querendo fazer algo a mais sabe, no momento eu fiquei em choque sem saber o que fazer, ouve penetração, eu não consegui falar na hora, depois de alguns segundos eu falei pra ele parar pq fiquei com medo de engravidar sabe, dai ele parou e a gente subiu pra casa".
Empresa de posiciona e caso é encaminhado para o MP
Ainda segundo a investigação, testemunhas ouvidas pela polícia corroboram com a versão da vítima. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) quanto à empresa terceirizada colaboram com a investigação.
Com a conclusão do inquérito, agora o caso foi encaminhado ao Ministério Público que avalia se oficializa, ou não, a denúncia criminal contra o suspeito. A pena para o crime de estupro é de até 10 anos.
A empresa alega, também, que nenhum profissional é autorizado a entrar nas casas dos clientes, já que o relógio de luz fica do lado de fora. "Nenhum profissional, próprio ou contratado, é autorizado a acessar quaisquer áreas do domicílio do cliente, além do local onde está o medidor de energia", disse a Companhia.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



