Ministérios Públicos abrem inquérito para investigar cratera enorme construída para receber lixo tóxico em SP
Cava foi construída para receber os rejeitos tóxicos do Canal de Piaçaguera; mais de 2,4 bilhões de litros de resíduos foram movidos para o local

Uma cava subaquática construída para abrigar resíduos, tem incomodado os moradores de Cubatão, no litoral de São Paulo. Isso porque conforme a população a cratera polui a água e prejudicado à pesca na região.
Com isso, os moradores entraram com uma ação na Justiça questionando a situação. A situação chegou ao Ministério Público de São Paulo e ao Ministério Público Federal (MPF) que instauraram um inquérito para responsabilizar as empresas responsáveis pela construção da estrutura, a Usiminas e a Ultrafértil S/A e VLI, e também a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Repercussão negativa e protestos
Desde a instalação do reservatório, moradores do local alegam que a intervenção contaminou as águas da região, gerando grandes prejuízos para as comunidades locais. Antes do projeto ser concluído, a população entrou com uma ação popular para tentar impedir a continuidade dele. O processo alegava que a Cetesb estaria violando os princípios administrativos ao autorizar a construção da Cava.
Em 2020, a ação foi encaminhada à Justiça Federal, em seguida, em 2021, foi levada para Assembleia Legislativa (Alesp) e, em 2023, os MPs instauraram o inquérito civil e público contra a Cetesb.
No inquérito, os MPS pedem que as empresas recuperem os locais poluídos e retirem o sedimento contaminado das cavas. Além disso, os Ministérios Públicos solicitam que os empreendimentos responsáveis também paguem danos materiais e morais aos pescadores locais. E, por último, os órgãos também pedem que a Cetesb realize um licenciamento ambiental do local.
Ao portal Metrópoles, a Cetesb afirmou que não há irregularidades no licenciamento ambiental e afirmou que cava é contribuiu para uma melhor qualidade ambiental para o estuário de Cubatão e Santos.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



