Médico suspeito de causar a morte de 42 pacientes no RS é preso em São Paulo
João Batista do Couto Neto, de 47 anos, é acusado de excesso de cirurgias, procedimentos desnecessários e diagnósticos errados

O médico João Batista do Couto Neto, de 47 anos, suspeito de causar a morte de 42 pacientes e lesionar em outros 114 em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, foi preso na tarde desta quinta-feira (14). O cirurgião foi encontrado atendendo em um hospital Caçapava, no interior de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil de SP, as autoridades policiais receberam informações de que um homem, procurado pela Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, estaria em um hotel de Caçapava e atuando em um hospital da região.
"Equipes se dirigiram até o local e prenderam o indiciado que possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo", informou a PC em nota.
Erros médicos
O cirurgião João Batista do Couto Neto é investigado pela morte de dois homens e uma mulher. De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, ainda restam 39 mortes suspeitas ligadas à atuação do médico. O cirurgião também é investigado por 144 casos de lesão corporal.
Segundo informações do G1, pacientes e pessoas que trabalhavam com Neto acusam o médico de realizar um número excessivo de cirurgias por dia - chegando a 27 em uma única manhã, procedimentos desnecessários e diagnósticos errados.
Médico podia continuar atendendo
A Justiça do Rio Grande do Sul chegou a emitir uma decisão impedindo o médico de realizar cirurgias e intervenções cirúrgicas por 120 dias. Após o prazo expirar, não havia nenhuma restrição para que o médico continuasse atendendo.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


