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Maioria das crianças vítimas de violência são menores de cinco anos, foram agredidas em casa e pela mãe

Pesquisa da UFMG traça perfil das quase 39 mil vítimas da violência infantil registradas no Brasil em 2022

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Violência contra a mulher aumentou
Dados de anos anteriores indicam que esse tipo de crime costuma aumentar durante as festas de fim de ano • doidam10/Freepik

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) traçou o perfil da violência infantil no Brasil. O estudo analisou os quase 39 mil casos de violência contra crianças registrados no Brasil em 2022.

“Entre as vítimas de até 1 ano, a ocorrência mais frequente foi na residência, praticada por mãe ou pai e o tipo de violência foi negligência. Crianças de 2 a 5 anos, foram mais vítimas da violência sexual, praticada por conhecidos, na residência. Já as crianças entre 6e 9 anos, sofreram mais violências física e psicológica, praticadas pelo padrasto ou conhecidos, com ameaça e força corporal, uso de objetos cortantes/contundentes e o principal local de ocorrência foi na escola e via pública. A praticada na escola, que acontece de forma repetida e no âmbito de uma relação de desequilíbrio de poder, pode ser descrita como bullying e inclui violência física, verbal, intimidação e cyberbullying”, detalha a pesquisadora.

"Aquelas mães que enfrentam violência doméstica por parte dos companheiros, em muitos casos, foram agredidas também em suas famílias de origem. Isso contribui para a propensão a reproduzir tais práticas com os filhos", diz Malta.

“Além disso, devem ser adotadas estratégias de prevenção que trabalhem a origem da violência, bem como alterar os processos que levam à subnotificação dos casos. Nenhuma violência contra criança é aceitável e todos os eventos podem ser prevenidos”, complementa.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.