Mãe se arrepende, mas não consegue trocar nome da filha: ‘Fui humilhada’
Caroline Aristides Nicolichi, de 26 anos, registrou a filha com o nome de Ariel, mas se arrependeu da escolha logo depois do nascimento

A empresária Caroline Aristides Nicolichi, de 26 anos, relatou ter sido impedida de trocar o nome da filha recém-nascida no cartório em São Paulo. Inicialmente, a mulher e o marido escolheram o nome de Ariel para a criança, mas o arrependimento veio logo após o registro. O casal tentou realizar a troca para o nome Bella, mas não conseguiu.
De acordo com relato da empresária, os funcionários do cartório comunicaram para ela que a troca do nome não poderia ser feita porque o registro do nome foi assinado por ela e pelo marido.
“Eu fui extremamente humilhada por tentar mudar o nome da minha filha. Eu já me sinto um ser-humano horrível de ter ido trocar o nome da minha filha. Eu já me sinto extremamente humilhada de ter escolhido um nome pra ela – que é algo tão importante – e ter mudado de ideia por algum motivo”, reforçou a empresária.
Ela contou ainda que o motivo de trocar o nome da criança acontece em razão de alguém ter se referido à filha dela com o gênero masculino. “Eu me senti mal com isso, eu me senti mal por colocar um nome na minha filha que pudesse prejudicar ela no futuro”, explicou Caroline Aristides.
A Itatiaia entrou em contato com os Cartórios do Estado de São Paulo e aguarda retorno. O conteúdo será atualizado quando o posicionamento da instituição chegar.
(Sob supervisão de Edu Oliveira)
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



