Justiça dá 72 horas para USP matricular jovem que teve vaga de cotista negada
Segundo o juiz Danilo Martini De Moraes a universidade deve acatar a decisão sob pena de multa de R$ 500 por dia
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), deu um prazo de 72 horas para a Universidade de São Paulo (USP) matricular o jovem Alison dos Santos Rodrigues, de Cerqueira César (SP), que teve a vaga de cotistanegada pela universidade por não ser considerado pardo pela banca julgadora. Alison disputava uma vaga no curso de Medicina,
Segundo a advogada de defesa de Alison, Giulliane Jovitta Basseto Fittipald, a USP informou que o candidato tem pele clara, boca e lábios afilados, cabelos raspados impedindo a identificação, não apresentando o conjunto de características fenotípicas de pessoa negra e, por isso, não pode usufruir de uma das vagas reservadas a pretos, pardos e indígenas.
Alison foi aprovado na primeira chamada do Provão Paulista no curso de medicina. Porém, teve a matrícula cancelada após uma banca julgadora não o considerar como pardo. Ele recebeu a notícia em seu primeiro dia de aula, em 26 de fevereiro. Desde então, ele não acompanha as aulas.


