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Influencer fitness Renato Cariani se torna réu por tráfico de drogas em SP

Polícia Federal acusa influencer de usar empresa de produtos químicos para emitir notas falsas e desviar insumos para a produção de cocaína e crack; outras quatro pessoas também passam a responder pelo crime

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Renato Cariani é alvo de operação da PF contra tráfico de drogas  • Reprodução Instagram

A Justiça de São Paulo aceitou, nesta sexta-feira (16), a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o influenciador fitness Renato Cariani, acusado de tráfico de drogas. Outras quatro pessoas também vão responder ao processo por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro (relembre todas as acusações no fim da matéria).

A decisão é assinada pela juíza Maria da Conceição Pinto Vendeiro, da Comarca de Diadema. Além de Cariani, se tornaram réu os investigados Fabio Spinola Mota, Andreia Domingues Ferreira, Rodrigo Gomes Pereira e Roseli Dorth, sócia de Cariani. Na mesma decisão, a juíza acolhe o pedido do Ministério Público e arquiva as denúncias contra sete pessoas que também eram investigadas no caso.

Quem é Renato Cariani?

Renato Cariani é considerado um dos maiores influenciadores do segmento fitness nas redes sociais. Somente no Instagram, ele tem 7,3 milhões de seguidores. São 6,3 milhões de inscritos no canal dele no YouTube 1 milhão no TikTok.

Em sua conta no Instagram, ele posta fotos com cantores, apresentadores de TV, modelos e outros influenciadores. Cariani tem um site em que vende cursos e treinamentos que envolvem desde orientação na área de nutrição, até mentoria em investimentos financeiros. Os planos partem de 49,90 por mês.

Nos últimos meses, Renato Cariani atraiu públicos de diversos segmentos na internet, principalmente pela criação de projetos para personalidades da internet e da TV, como Igor Coelho, do Flow Podcast, e Danilo Gentili, do SBT. O ex-lutador do UFC, Anderson Silva, também chegou a treinar no CT de Renato Cariani recentemente.

Investigação

A PF apontou que os crimes de desvio de produtos químicos usados para o refino e preparo de cocaína e crack foram cometidos entre 2014 e 2020. A polícia tomou conhecimento do esquema no fim de 2021, após denúncia feita por parte de farmacêuticas multinacionais que estavam sendo usadas no esquema.

“As farmacêuticas foram ouvidas em procedimentos da Receita Federal e elas não têm como fornecedora a empresa investigada. Não compravam e não forneciam. E eventuais pessoas físicas que passaram pela investigação nunca tiveram relação empregatícia com as farmacêuticas”, afirmou o delegado da PF Fabrízio Galli, chefe da Delegacia da PF de Repressão à Entorpecentes.

No dia da operação, em dezembro, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em cidades paulistas, em Curitiba, no Paraná, e em Rubim, no interior de Minas Gerais. Ao todo, 16 pessoas eram investigadas pela polícia.

O principal alvo da operação foi o influenciador, que é sócio de uma indústria química de Diadema, na Grande São Paulo. O local e a casa dele foram alvos de mandados de busca. Cariani tem 7,3 milhões de seguidores no Instagram e 6 milhões de inscritos no YouTube. A reportagem tenta contato com a defesa dele.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.