Idoso é preso na capital paulista por fabricar e vender agrotóxico clandestino
Na residência do suspeito foram apreendidos 628 frascos e galões de veneno usados para diluição

Um homem de 61 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (24) transportando dezenas de frascos com veneno agrícola adulterado. O material era produzido em uma casa, usada como fábrica clandestina, na zona sul de São Paulo. Agentes da polícia de SP apreenderam na residência do suspeito mais de 600 frascos com veneno, além de galões.
A equipe realizava ações pela região quando identificou o homem, que dirigia um carro transportando mercadorias. Durante a abordagem, o investigado agiu de forma suspeita e, ao ser questionado, confessou que comprou os inseticidas e que o usava para diluir com outros produtos. De acordo com a polícia, o suspeito trocava o rótulo das embalagens e as revendia na região.
Na carga transportada, os policiais encontraram vários frascos de produto - que tem venda proibida pelos órgãos reguladores. As investigações apontaram que ele armazenava mais mercadorias em casa. No total, diversas ampolas, galões e frascos com o veneno, totalizando 628 unidades, foram apreendidos.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), o mercado de agroquímicos ilegais no Brasil traz sérios riscos para a saúde humana, meio ambiente, segurança pública e para a economia por não haver garantia de sua qualidade e eficiência na utilização nas plantações. Estima-se que os produtos piratas atinjam 20% do mercado legal. Traduzidos em valores, isso chega a US$ 2 bilhões.
A entidade também ressalta que a legislação brasileira é uma das mais rigorosas e, tanto na Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89) como na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), está prevista a destruição das lavouras onde forem aplicados defensivos agrícolas ilegais.


