Homem é preso no litoral de SP por participação em esquema de golpes de R$ 90 milhões
Caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina; criminosos roubavam dinheiro de contas por meio de aplicativo de gerenciamento remoto

Um homem, de 24 anos, investigado por participação em um esquema de golpes que movimentou R$ 90 milhões foi preso em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Uma operação, da Polícia Civil de Santa Catarina, mirou três organizações criminosas que roubavam dinheiro de contas por meio de aplicativo de gerenciamento remoto.
A Operação Mão Fantasma, em alusão ao nome do golpe, foi realizada na quarta-feira (10), com apoio do Gaeco de Santa Catarina e polícias de outros estados.
No total, foram expedidos pela Justiça catarinense 34 mandados de prisão preventiva e 73 de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará.
No litoral de São Paulo, o investigado foi encontrado em uma casa. Ele teve celulares e computadores apreendidos. Em Mongaguá, também no litoral, havia uma casa que funcionava como "central de atendimento".
De acordo com a polícia, as três organizações criminosas são possivelmente responsáveis por pelo menos 255 furtos e estelionatos, mediante fraude cibernética apenas no estado de Santa Catarina.
Porém, as investigações apontam que há possíveis vítimas em todo o país. Ainda de acordo com as investigações, os grupos criminosos teriam possivelmente movimentado, nos últimos 10 anos, cerca de R$ 90 milhões em transações suspeitas.
Entenda os casos
A primeira investigação teve início no fim de 2022 após o registro de diversos boletins de ocorrência que relatavam a subtração de valores de contas bancárias, por meio da instalação de aplicativos de gerenciamento remoto, o que permitia aos criminosos controlar os celulares das vítimas e realizar a transferência ilícita de valores.
O trabalho investigativo começou com a identificação dos principais números de telefone 0800 utilizados pelos grupos criminosos, que simulavam falsas centrais de atendimento de instituições financeiras.
Na sequência, foram identificados os suspeitos de operar essas falsas centrais e os demais integrantes dos grupos criminosos responsáveis por obter bases de dados de possíveis vítimas, disparar SMS falsos e criar contas correntes em nome de “laranjas” para recepcionar os valores ilegalmente obtidos.
Estima-se que os investigados subtraíram, no período investigado, mais de R$ 5 milhões de vítimas residentes em Santa Catarina.
A segunda investigação foi instaurada a partir de ocorrência registrada por uma idosa de 70 anos que, acreditando estar em contato com funcionários de uma instituição financeira, acabou sendo enganada, tendo realizado diversas transferências para os golpistas que lhe resultaram um prejuízo total de R$ 86,5 mil.
Além das prisões preventivas e buscas e apreensões, o Poder Judiciário deferiu bloqueio de bens, valores e criptoativos de 44 pessoas físicas e jurídicas, a apreensão e o registro de indisponibilidade e restrição de transferência de veículos de luxo, com o objetivo de acautelar bens suficientes para dar início a processos de ressarcimento dos prejuízos experimentados pelas vítimas dos atos criminosos.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



