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“Glória Maria abriu portas que nunca mais serão fechadas”

Edilene Lopes, repórter da Itatiaia, fala da importância de Glória Maria para o jornalismo e para a população negra

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Glória Maria é símbolo de representatividade na televisão
Glória Maria é símbolo de representatividade na televisão • Reprodução | Montagem

O jornalismo perdeu um dos seus ícones, a jornalista negra mais conhecida e reconhecida do Brasil. Ela abriu o caminho para todos nós quebrou preconceitos mostrou que podia criou. E aproveitou todas as oportunidades possíveis Glória Maria Eterna.

O papel que ela representou e representa para os jornalistas e para a população negra, para as mulheres negras, é muito importante porque ocupou um espaço que antes não era ocupado por nós, ela foi pioneira e fez com muita competência.

Fez com muita leveza, enfrentou o racismo, o preconceito, não com discurso, mas com prática, mostrando que era possível fazer, que era possível ocupar esses espaços, que era possível ocupar com altivez e muita competência.

A Glória abriu portas que nunca mais serão fechadas e isso é de uma importância imensa. É por isso que eu digo que ela é eterna, fisicamente não estará mais entre nós, mas agora faz parte da história do jornalismo brasileiro, da TV brasileira, faz parte das conquistas da população negra no Brasil, porque esse é um assunto que há muito há algum tempo não se discutia hoje.

É necessário porque o preconceito existe e precisa ser combatido. Ele é enfrentado quando pessoas negras ocupam espaços que antes não ocupavam, enquanto elas mostram que podem fazer e podem fazer bem, quando começam a conviver em espaços que elas não conviviam e começam a ser exemplo para outras pessoas.

E isso não tem preço, né? Então a Glória Maria é a história, a Glória Maria é eterna.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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