'Gangue da Bike': Justiça nega liberdade a preso por roubo de celular de Sula Miranda
Episódio aconteceu no início de setembro, em São Paulo. Reincidente, jovem de 19 anos teve pedido de soltura negado

A Justiça de São Paulo negou um pedido de liberdade a Alvin Erick Ferreira de Souza, apontado pela polícia como autor do furto do aparelho celular da cantora Sula Miranda. O episódio aconteceu em 2 de setembro, na zona oeste de São Paulo (SP) e foi flagrado por câmeras de segurança. O jovem de 19 anos foi preso 10 dias depois do crime. Ele foi alvo da Operação Speed Bike, da Polícia Civil do estado.
Irmã de Gretchen, Sula Miranda, de 60 anos, segundo a polícia paulista, teve o celular levado por Alvin. O crime foi cometido em frente a uma emissora de televisão da capital paulista. Sula Miranda estava gravando vídeos no celular com amigas quando o suspeito passa em uma bicicleta e rouba o aparelho.
Alvin foi preso dias depois, após “observação velada” da Polícia Civil em uma rua do centro de São Paulo. Após ser abordado, de acordo com informações presentes na ação, o jovem teria assumido a autoria do crime. Ele teria afirmado que já havia vendido o aparelho para um receptador e que teria trocado a bicicleta usada no crime.
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Edison Brandão, considerou a reincidência do jovem. Alvin possui condenação definitiva anterior pela prática de furto qualificado e ainda está cumprindo a pena.
GANGUE DA BIKE
Alvin foi alvo da operação Speed Bike, que investiga a ação de grupo criminoso conhecido como “gangue da bike”, que atua nos bairros centrais da capital paulista.
“Segundo se apurou, tais grupos são compostos de quatro ou cinco indivíduos, às vezes mais, que transitam pelas ruas do bairro, simulando serem ciclistas, pedalando em meio aos transeuntes, aproveitando-se da distração das vítimas para subtraírem o celular de suas mãos, em uma ação rápida e precisa, revelando a destreza de seus autores. Trata-se de grupo estruturado, com tarefas determinadas”, diz a Polícia Civil, no processo.
De acordo com a corporação, cabe a um dos autores a subtração do aparelho. Depois disso, esse integrante rapidamente deixa o local pedalando sua bicicleta e entrega o aparelho a um segundo autor que, também de bicicleta, vai até um local pré-determinado para vender o aparelho a receptadores.
A outros integrantes do grupo cabe o desbloqueio dos aparelhos. Nesse momento, segundo os investigadores, são cometidos diversos outros furtos eletrônicos através de aplicativos bancários ou outros meios.
“Trata-se de grupo experiente e habilidoso, capaz de perceber a distração das vítimas e rapidamente subtrair o aparelho de suas mãos, se evadindo do local pedalando em alta velocidade, muitas vezes em sentido contrário da vítima, que a tudo assiste, impotente. (...) As ações registradas são rápidas e precisas e as vítimas contatadas, em sua grande maioria, não conseguem reconhecer os autores.”
Cabe recurso a Alvin. A reportagem tentou contato com a defesa, sem sucesso.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



