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Funcionário de clínica de reabilitação acusado de torturar paciente até a morte vira réu em SP

Justiça aceitou a denúncia contra Matheus de Camargo Pinto, filmado agredindo a vítima; o funcionário confessou as agressões em um áudio obtido pela polícia

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O paciente Jarmo Celestino de Santana, de 55 anos, foi amarrado e espancado na clínica • Reprodução | Rede Sociais

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra Matheus de Camargo Pinto, funcionário de uma clínica de reabilitação em Cotia, na Grande SP, acusado de torturar um paciente até a morte. Ele está preso preventivamente desde o dia 8 de julho.

Relembre o caso

Jarmo Celestino de Santana, de 55 anos, morreu após ser espancado na Comunidade Terapêutica Efatá, no dia 8 de julho. A vítima era dependente química e havia sido internada três dias antes de morrer.

As agressões foram filmadas e compartilhadas nas redes sociais. Nas imagens, a vítima aparece amarrada em uma cadeira enquanto três homens debocham dele e gravavam a situação.

No dia 8 de julho, Santana deu entrada em posto de saúde na cidade de Vargem Grande do Sul, vizinha a Cotia. Ele estava repleto de machucados por todo o corpo e não resistiu aos ferimentos.

Os agentes identificaram Matheus Camargo Pinto como o autor das agressões, após o suspeito enviar uma mensagem de áudio para um grupo, na qual ele detalhava a violência. "Cobri no cacete, cobri... chegou aqui na unidade... pagar de brabo... cobri no pau. Tô com a mão toda inchada", disse Matheus no áudio.

O réu responde pelo crime de tortura, com pena prevista entre dois e oito anos de reclusão.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.