FGTS Futuro: entenda o programa liberado pelo governo para compra da casa própria
O valor poderá ser usado para compor renda e ajudar a pagar as prestações de imóveis adquiridos no MCMV (Minha Casa, Minha Vida); inicialmente, será só para famílias que ganham até R$ 2.640 por mês e estão na Faixa 1 do programa de moradia; entenda quais são os riscos

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) autorizou, nesta terça-feira (26), o uso do FGTS Futuro para a população de baixa renda comprar a casa própria. O valor poderá ser usado para compor renda e ajudar a pagar as prestações de imóveis adquiridos no MCMV (Minha Casa, Minha Vida). A expectativa do governo é de que cerca de 43 mil famílias sejam beneficiadas pela medida.
Quem poderá usar?
O programa vai testar uma nova forma de usar o FGTS. No começo, será só para famílias que ganham até R$ 2.640 por mês e estão na Faixa 1 do programa de moradia. Depois, deve ser possível incluir todas as faixas do programa, onde o limite de renda é de R$ 8.000 por família.
Para essa nova regra começar a valer, a Caixa Econômica Federal tem que escrever e publicar as regras sobre como ela vai funcionar. Isso precisa acontecer dentro de até 90 dias.
O que é o FGTS Futuro?
O FGTS Futuro é quando o dinheiro de depósitos futuros no Fundo de Garantia é usado para ajudar a pagar a casa financiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
Como funciona?
Exemplo: O Ministério das Cidades forneceu uma simulação de uso do FGTS Futuro por uma família com renda de até R$ 2 mil que compra um imóvel no Minha Casa, Minha Vida. Nesse exemplo, a família pode comprometer até 25% da renda (R$ 500) com a prestação.
Com o depósito de R$ 160 do empregador na conta vinculada do FGTS, o trabalhador poderá financiar um imóvel de maior valor, pagando prestação de R$ 660. Em tese, também é possível comprar o imóvel inicialmente planejado e reduzir a prestação para R$ 340, mas esse ponto ainda depende de regulamentação do governo.
Riscos
O mutuário precisará estar atento a riscos. O governo ainda discute o que acontecerá com o trabalhador que perder o emprego. A Caixa Econômica Federal estuda a suspensão das prestações por até seis meses, com o valor não pago sendo incorporado ao saldo devedor. Essa ajuda já é aplicada a financiamentos habitacionais concedidos com recursos do FGTS.
Mesmo que as prestações sejam suspensas, o trabalhador deverá estar ciente de que, caso perca o emprego, terá de arcar com o valor integral da prestação: o valor que pagava antes mais os 8% do salário anterior depositados pelo antigo empregador. Caso não consiga arcar mais com as prestações por mais de seis meses, o mutuário perderá o imóvel.
Com informações da Agência Brasil*
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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.



