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Família de motorista morto em acidente com Porsche rejeita ajuda financeira de empresário

Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, havia proposto pagar um salário mínimo (R$ 1.412) mensalmente à família de Ornaldo da Silva Viana; parentes disseram estar indignados com oferta

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Foto mostra o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, 24 anos, se apresentando a polícia em São Paulo
Fernando (ao centro) no momento em que se apresentou à polícia  • Reprodução/CNN Brasil

A família de Ornaldo da Silva Viana, o motorista de aplicativo que morreu em um acidente envolvendo uma Porsche em São Paulo, rejeitou o valor oferecido pelo empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, condutor do veículo de luxo. Os advogados do jovem de 24 anos haviam oferecido uma ajuda financeira de um salário mínimo (R$ 1.412) por mês à família do trabalhador morto.

"Diante da barbárie a que foi vítima o trabalhador e exemplar pai de família Ornaldo da Silva Viana, a família vem manifestar repúdio e indignação", informou a defesa da família de Orlando, representada pelos advogados José Luiz Sotero dos Santos e Jair Sotero da Silva, em nota à imprensa.

Ao Estadão, a família do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, classificou os R$ 1.412 mensais como ‘valor irrisório’. A defesa do motorista afirma que não conseguiu contato com a família de Viana para ter mais informações sobre a situação financeira do núcleo familiar da vítima.

Empresário bate, mata motorista de aplicativo e foge

O empresário e estudante Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, bateu um Porsche avaliado em R$ 1 milhão em um Renault Sandero na madrugada do dia 31 de março, em uma avenida de Tatuapé, na zona Leste de São Paulo. Segundo o boletim da ocorrência, o motorista da Porsche, identificado como Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava acima da velocidade máxima da via, que é de 50 km/h. Após o acidente, a mãe do motorista foi até o local e afirmou que levaria o filho a um hospital no Ibirapuera porque ele estava com um ferimento na boca. Os militares acabaram liberando Fernando e ele foi embora com a mãe. Porém, ao chegarem no hospital para colher a versão do motorista e fazer o teste do bafômetro, eles foram informados que o homem não havia dado entrada em nenhum hospital da rede.

O motorista de aplicativo que pilotava o Renault, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, chegou a ser socorrido pelos bombeiros com um quadro de parada cardiorrespiratória, mas morreu logo depois de dar entrada em um hospital de Tatuapé. Ornaldo estava sozinho no momento do acidente.

A Polícia Militar tentou entrar em contato com o empresário que pilotava o Porsche pelo telefone, mas não obteve sucesso. Ele se apresentou em uma delegacia no dia seguinte ao acidente, acompanhado de um advogado, e foi liberado após prestar depoimento.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.