Falta muito para a gente ter paz, diz viúva de Anderson Gomes, motorista de Marielle
Ágatha Amaus afirmou que o envolvimento do delegado Rivaldo Barbosa no crime é 'um tapa na cara, é pisotear ainda mais'; ex-chefe da Polícia Civil chegou a dizer que era amigo da vereadora assassinada

Ágatha Amaus, viúva do motorista Anderson Gomes, que foi morto ao lado de Marielle Franco em março de 2018, classificou o envolvimento do delegado Rivaldo Barbosa no crime como um ‘tapa na cara’ e disse que, mesmo com a prisão de três envolvidos nos assassinatos, ainda falta muita coisa para que ela tenha paz. Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro um dia antes dos homicídios e chegou a classificar o crime como ‘um atentado contra a democracia’.
A viúva de Anderson Gomes conversou com a imprensa na saída da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, ao lado de Mônica Benício, viúva de Marielle Franco. Muito emocionada, Ágatha disse que ainda é preciso avançar muito na investigação do caso e demonstrou estar revoltada com o envolvimento de Rivaldo Barbosa.
Viúva de Marielle sobe o tom e fala em 'conivência'
Ao lado de Ágatha Amaus, Mônica Benício subiu o tom e afirmou que a Polícia Civil ‘não foi só negligente, mas conivente’ com o assassinato de sua esposa, Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes. Emocionada, ela relembrou que Rivaldo Barbosa prometeu que o caso seria solucionado ‘o mais rápido possível’ e disse que as prisões ainda não são fecham a investigação.
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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.




