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Ex-namorado de jovem atingida por ácido planejou crime por celular de dentro da prisão, diz MP

Mensagens foram enviadas a atual companheira do homem, que assumiu ataque; jovem atacada foi sedada, intubada e ficou 17 dias internada em estado grave na UTI

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A vítima está internada e teve melhora no quadro clínico, está consciente e respira sem a ajuda de aparelhos. • Foto: Reprodução / Redes Sociais / PM-PR

O ex-namorado de Isabelly Aparecida Ferreira Moro, jovem atacada com soda cáustica, teria planejado todo o crime pelo celular, de dentro do presídio. Mesmo de dentro da cadeia, ele teria ordenado que a atual companheira, mulher que atacou Isabelle, de 23 anos, matasse a jovem, com quem teve um relacionamento.

Marlon Ferreira Neves, de 28 anos, mandante do crime, estava preso por outros delitos quando o crime aconteceu. O ataque a jovem aconteceu em uma rua de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, em maio. Isabelle ia para a academia quando foi atingida e precisou ficar internada em estado grave na Unidade de Terapia (UTI). As informações foram confirmadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), ao portal G1.

A acusada foi presa pela Polícia Militar do Paraná (PM-PR) dois dias após o ataque. Ainda conforme o MP, a acusada trocou mensagens com Marlon, que foi denunciado e virou réu por tentativa de homicídio. A defesa disse que vai recorrer da decisão.

Segundo o Ministério Público, após a análise dos dados extraídos do celular de Débora, foi possível descobrir que o detento planejou o crime.

"Eles conversam sobre o disfarce, sobre a peruca, sobre a roupa, como ela iria se esconder depois que praticasse o crime. Ele exerce uma pressão nela para cometer o crime. Em alguns momentos, ela diz que não vai fazer, chega a recuar na prática do crime, mas ele determina que ela faça", disse a delegada Caroline Fernandes, responsável pelo caso.

Segundo o MP, a acusada chegou a estudar a rotina da vítima para surpreendê-la. As investigações apontaram que áudios armazenados do celular de Débora indicam a motivação do crime e que o homem tinha "verdadeiro domínio do fato criminoso", conforme o MP.

Sacola do produto jogado na jovem, de 23 anos.

Por que Marlon estava preso?

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Marlon e o irmão dele se envolveram em uma confusão em um posto de combustíveis de Jacarezinho, onde o homem com um pedaço de madeira agrediu a vítima. A polícia acredita que, após as agressões, Marlon roubou o celular da vítima e em seguida fugiu com o irmão. Os dois foram presos.

Em depoimento, ele negou a autoria do roubo. Disse que foi ao posto buscar o irmão, e que a briga teria começado porque algumas pessoas o teriam desrespeitado.

Marlon e o irmão foram condenados a 7 anos e 5 meses pelo crime. Eles poderão recorrer da sentença, mas vão continuar presos.

Ataque aconteceu por ciúmes e crime foi planejado

Em depoimento, a suspeita do crime disse, também, que jogou a substância por ciúmes do atual companheiro, que é ex-namorado da vítima. Conforme a delegada, o crime foi planejado, já que a suspeita informou ter comprado o produto químico usado no crime em um supermercado da cidade, 15 dias antes.

Local com a marca do produto jogado na jovem de 23 anos, por ciúmes.

O hidróxido de sódio, também conhecido como soda cáustica, é usado na indústria, principalmente como base química, no fabrico de papel, tecidos, detergentes, alimentos e biodiesel. Trata-se de uma base forte e é altamente corrosivo, podendo produzir queimaduras, cicatrizes e cegueira devido à sua elevada reatividade e pH.

Alta da jovem

Segundo a PM, a vítima teve queimaduras no rosto, no peito e na boca. Ela foi sedada, intubada e ficou 17 dias internada em estado grave na UTI do Centro de Tratamento de Queimados. Apesar de o produto ter atingido muitas partes do corpo de Isabelly, ela não teve sequelas visíveis.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.