Entenda como funciona a transformação de cinzas em diamante, técnica que ex-mulher usou com Jô Soares
De acordo com o mercado internacional, estima-se que, hoje, cerca de 17% de diamantes se dê com aqueles produzidos em laboratório, assim como o da ex-mulher de Jô Soares

O documentário 'Um Beijo do Gordo', lançado recentemente no Globoplay, teve diversas revelações sobre a vida do apresentador. A última, feita por Flávia Soares, ex-mulher de Jô Soares, morto em agosto de 2022, surpreendeu o público ao contar que transformou parte das cinzas do apresentador, que foi cremado, em um diamante.
A revelação aconteceu em entrevista ao programa "Encontro com Bial", na qual ela também falou sobre o documentário. Mas como, afinal, isso é possível?
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Diamantes tradicionais se formam por milhões de anos na base da crosta terrestre, em um ambiente de altíssima pressão e elevada temperatura. Porém, quase 20% do corpo humano são feitos de carbono, justamente o elemento presente na pedra preciosa. Sendo assim, o que as empresas que trabalham no ramo fazem é replicar as condições da natureza para transformar um resto mortal em um biodiamante.

Em laboratórios especializados, o carbono é submetido à alta pressão, em uma temperatura de até 1.500 °C. Inicialmente, o material vira grafite, para depois transmutar-se em cristais de diamante.
"Esses diamantes são produzidos em ambientes controlados usando tecnologias avançadas que replicam as condições geológicas que formam diamantes naturais. São quimicamente, fisicamente e opticamente idênticos aos diamantes extraídos" disse Mylena Cooper, CEO da The Diamond, empresa paranaense que atua no ramo, ao O Globo.
Mas e o valor? Custa caro, transformar cinzas em diamante?
O processo custa a partir de cerca de R$ 4 mil, a depender das variantes. É possível incluir o biodiamante em diferentes itens, como cordões, colares e brincos, tal qual ocorre com um diamante tradicional. Na entrevista para Pedro Bial, Flavinha, como a ex-mulher de Jô é conhecida, contou que, mantém sua peça em um cofre, mas que cogita fazer com ela um patuá.
“Distribuí em alguns lugares especiais para nós e uma amiga, que nos apresentou, falou que o pai dela tinha morrido, e ela mora na Holanda. Lá, eles transformam as cinzas em diamante. E eu fiz isso. Está em um cofre, guardado. Eu não sei o que fazer ainda, mas quero fazer um patuá”, finalizou ela.

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"É possível juntar mechas de cabelos dos noivos e fazer um diamante único para um casamento. Pode-se eternizar o primeiro corte de cabelo de uma criança selecionando uma mecha para a transformação na joia, ou ainda pegar um punhado de pelos de animais de estimação, como cachorros e gatos, para a fabricação da peça " finaliza Mylena Cooper, da The Diamond.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



