Edson Davi: família de estrangeiros presta depoimento e polícia descarta sequestro
Menino brincou com argentinos horas antes de desaparecer em praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro; principal hipótese é afogamento

A família de estrangeiros que estava com o menino Edson Davi Silva de Almeida, de seis anos, antes dele desaparecer em uma praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na quinta-feira (10), foi localizada pela polícia. O garoto havia brincado com os dois filhos de um casal de argentinos horas antes de desaparecer. As informações são do jornal O Globo.
A Delegacia de Descoberta de Paradeiros conseguiu localizar a família após analisar imagens de câmeras de segurança fornecidas pelo Centro de Operações Rio (COR). A polícia mostrou as imagens para o pai das crianças que brincaram com Edson Davi, enquanto ele prestava depoimento.
O homem se reconheceu na imagem e disse que jogou bola com o menino por 20 minutos. Depois, o homem teria ido para o hotel, na companhia da esposa e de três filhos. Segundo o estrangeiro, ele não viu para onde Edson Davi foi após a brincadeira.
Polícia descarta sequestro
A família de Edson Davi suspeitava que o homem tivesse sequestrado o menino. À Itatiaia, a mãe dele, Marize Araújo, contou que o argentino havia brincado de bola com o menino antes de tudo acontecer. Mas, agora, a polícia descartou a hipótese de sequestro.
"Ele ficou em frente a barraca do meu vizinho, se ‘servindo de goleiro’, com duas crianças. Ele falava estrangeiro e começou a brincar com meu filho de bola. Eu não vi maldade. Mas, quando os clientes levantaram para pagar, perdemos a atenção. Foi então que o homem sumiu, as duas crianças sumiram, a bola sumiu e meu filho também", lembrou.
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Menino pode ter se afogado
A principal linha de investigação é que Edson Davi tenha se afogado. Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas desde a madrugada de sexta-feira (5) pelo mar. A operação conta com o empenho de guarda-vidas, mergulhadores, quadriciclos, motos-aquáticas, drone e helicóptero.
Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que viram Edson Davi entrar no mar três vezes antes de sumir. Na última, o pai dele teria chamado sua atenção.
Uma outra testemunha afirma que o menino pediu uma prancha emprestada para entrar na água, mas não foi atendido porque o mar estava revolto. Em depoimento, o homem que trabalha com o pai dele afirmou que também teria pedido para o menino sair da água tendo em vista as condições do mar.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


