Dona de creche diz que trabalhou normalmente e não se lembrou de criança no banco traseiro
Menino de 2 anos morreu esquecido dentro do carro; empresária o encontrou quatro horas depois

Flaviane Lima, a empresária que esqueceu no carro uma criança de 2 anos que acabou morrendo, afirmou em depoimento à Polícia Civil que não se lembrava de ter deixado o menino no veículo. Ela disse que voltou ao carro quatro horas depois porque sentiu dores de cabeça e pretendia voltar para casa - neste momento, se deparou com a criança.
Salomão Faustino morreu no carro no estacionamento da creche em Nerópolis, na região metropolitana de Goiânia (GO).
A mãe do menino morto no incidente publicou nesta quinta (20) uma declaração comovente, lamentando a morte do filho.
“Desci na porta do berçário e entrei. Eu subi e fiz minha rotina por volta de quatro horas. Falei para uma das tias que eu ia embora, pois estava com muita dor de cabeça. Quando eu abri o carro, o Salomão dobrou o corpinho dele na cadeirinha.” declarou a empresária.
Flaviane conta ainda que tentou reanimar a criança depois de retirá-la do veículo: “Quando vi, desamarrei rápido da cadeirinha e levei ele para dentro. A gente ligou para os bombeiros. Eu tentei fazer os primeiros socorros, mas a gente percebeu ali que ele já não estava mais" disse a empresária à polícia.
Defesa contesta tentativa de fuga
A empresária teria tentado fugir, de acordo com o delegado responsável pelo caso, André Fernandes. Flaviane foi detida no município de Itaberaí, que fica a 80 km de Nerópolis.
Em nota, a defesa de Flaviane aponta que a empresária estava a caminho de se apresentar à justiça quando foi presa em flagrante: “No momento da prisão em flagrante pela polícia, minha cliente estava, na companhia de seu companheiro, a caminho do distrito policial para se apresentar. Confiamos na investigação em andamento pela Polícia Civil e na atuação da Justiça.” diz trecho da declaração divulgada pelo advogado Giovanni Caldas Vieira Machado.
Flaviane permanece detida até então no Complexo de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia e foi autuada por homicídio culposo - quando não há intenção de matar.
Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.



