Desmatamento na Amazônia Legal cai pela metade em 2023, diz Inpe
Entre janeiro e dezembro do ano passado, 5.152 km² estiveram sob alerta de desmatamento; dados foram divulgados nesta sexta (5)

O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal caiu pela metade em 2023. Entre janeiro e dezembro do ano passado, 5.152 km² estiveram sob alerta. Em 2022, a área chegou a 10.278 km². Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Este é o melhor índice desde 2019 - quando houve uma alta significativa no número de alertas de desmatamento do bioma. Os valores levam em conta o ano civil, ou seja, o período entre janeiro e dezembro.
Entre os estados que mais receberam alertas está o Pará, com uma área de 1.903 km². Em seguida aparecem o Mato Grosso, com 1,408 km²; Amapá, com 894 km²; e Roraima, com 445 km².
Os quatro estados também aparecem na mesma ordem na série histórica - no acumulado entre os anos de 2015 e 2023.
Desmatamento cresce 43% no Cerrado
Enquanto o número de alertas caiu na Amazônia Legal, ele aumentou no Cerrado brasileiro. A área passou de 5.463 km², registrado em 2022, para 7.828 km² em 2023 - um aumento equivalente a 43%.
Desde 2020, o desmatamento no Cerrado vêm aumentando ano após ano. Em 2023, o índice atingiu o maior valor desde o início da série histórica - que começou em 2018 para o bioma.
No Cerrado, o Maranhão é o estado que lidera o número de alertas, com uma área de 1.765 km². Em seguida aparecem a Bahia, com 1.727 km²; Tocantins, com 1.604 km²; e Piauí, com 824 km².
O que é o Deter?
Os dados divulgados nesta sexta-feira (5) foram levantados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe. A instituição produz alertas de desmatamento diariamente em caso de alteração da cobertura florestal para áreas maiores que três hectares (0,03 km²).
Apesar dos dados do Deter não serem os oficiais sobre o desmatamento, ele indica onde ele está acontecendo. Os dados divulgados pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) são considerados os mais precisos para monitorar o desmatamento anualmente.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


