Desabamento em Maceió: 'estamos impedidos de buscar o nosso pão', diz pescador
Autoridades fazem distribuição de cesta básica; categoria quer pedir indenização à empresa

As autoridades realizaram, nesta terça-feira (5), a entrega de cestas básicas para pescadores impedidos de realizar as atividades devido aos riscos de desabamento da mina de exploração de sal-gema pela petroquímica Braskem. Mauro Santos, presidente da Colônia de Pescadores da Zona 4, foi um dos moradores que recebeu os itens: "estamos impedidos de buscar o nosso pão”, lamentou.
Ele contou que a categoria conta com mais de 500 associados. Na última sexta-feira (1º), a Capitania dos Portos, órgão da Marinha, proibiu o tráfego de embarcações em grande parte da Lagoa Mundaú devido aos riscos.
Veja abaixo a entrevista completa
Risco reduzido
Embora o afundamento do solo da mina ter reduzido a velocidade desde domingo (3), o local permanece em alerta - devido ao risco iminente de colapso da área, na região do antigo campo do clube CSA, no bairro de Mutange.
Na manhã desta segunda-feira (4), o monitoramento apontava que o deslocamento vertical apresentava ritmo de 0,3 cm a 0,4 cm por hora, o mesmo registrado no dia anterior. Os dados representam uma desaceleração em comparação aos dados de sábado (2), (0,7 cm/hora), e sexta-feira (1º), (2,6 cm/hora).
Na quarta-feira passada (29), o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), decretou estado de emergência por 180 dias na capital de Alagoas, após alerta para risco iminente.
*com informações de Estadão Conteúdo e Agência Brasil
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