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Criança que morreu com tiro na cabeça enquanto brincava seria vítima da guerra entre milicianos no RJ 

Segundo a ONG Rio de Paz, com a morte de Yan Gabriel, sobe para 7 o número de crianças e adolescentes mortos por balas perdidas só este ano

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A criança estava brincando em um campo de futebol quando foi atingida na cabeça
A criança estava brincando em um campo de futebol quando foi atingida na cabeça • Redes sociais/ reprodução

A polícia civil do Rio de Janeiro investiga a morte de uma criança atingida por uma bala perdida, enquanto brincava, neste sábado (8), na cidade de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Yan Gabriel Marques, 12, estava numa festa quando um carro passou atirando. Atingido na cabeça, Yan foi socorrido mas não resistiu.

Segundo testemunhas, o garoto morreu em decorrência de uma guerra entre milicianos que disputam território na região.

Nas redes sociais amigos e familiares de Yan lamentaram a morte da criança. Entre as postagens está a do projeto social que Yan participava, que decretou luto pela morte do garoto.

Segundo a ONG Rio de Paz, com a morte de Yan Gabriel, sobe para 7 o número de crianças e adolescentes mortos por balas perdidas só este ano. Desde 2007, quando a ONG começou a contabilizar os casos, já são 98 vítimas.

A organização, que mantém um memorial em homenagem às crianças e adolescentes mortos por balas perdidas e de policiais assassinados pela violência no estados, disse que o nome de Yan será incluído no mural.

Outros mortos

Entre sábado e domingo, outras três pessoas morreram após serem atingidas por balas perdidas, também na cidade de Nova Iguaçu. Fábio Assunção, 58, e Alessandro Lobianco foram baleados após suspeitos atirarem contra um bar. Em outro ponto do município, Lucas Ribeiro, 21, também foi atingido e não resistiu.

Não há informações se os casos tem ligação. Todas as ocorrências estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense que disse que tenta identificar a autoria e esclarecer a motivação do crime.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.