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Cresce em 35% o número de jovens que não estudam nem trabalham no Brasil

No total, são 5,4 milhões de “nem-nem”; cerca de 17% da população brasileira é formada por jovens entre 14 e 24 anos

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De um total de 32 setores, 21 apresentariam elevação de custos acima da média da indústria • Gabriel Jabur/Agência Brasília

O número de jovens que não estudam, não trabalham e nem estão procurando emprego cresceu no último ano. Se nos três primeiros meses do ano passado o contingente de jovens “nem-nem” somava 4 milhões de pessoas, no mesmo período deste ano alcançou 5,4 milhões. Os dados foram divulgados Ministério do Trabalho na manhã desta terça-feira (28).

Segundo a pasta, o crescimento se deve a vários fatores e atinge, principalmente, as mulheres, que representam 60% do total desse público.

“Há muita dificuldade de as mulheres entrarem no mercado de trabalho, em especial, mulheres jovens. Por outro lado, há esse apelo para que as jovens busquem alguma outra forma de ajudar a sociedade, que é ter filhos mais jovens, além de um certo conservadorismo entre os jovens que acham que só o marido trabalhando seria suficiente”, disse Paula Montagner, disse em entrevista à Agência Brasil.

Informalidade

Cerca de 17% da população brasileira é formada por jovens entre 14 e 24 anos, que somam 34 milhões de pessoas. Desse total, 14 milhões de jovens tinham uma ocupação no primeiro trimestre deste ano.

Dentre os jovens ocupados, 45% estavam na informalidade, o que corresponde a 6,3 milhões de indivíduos. Essa porcentagem, segundo Paula Montagner, é maior do que a média nacional, atualmente em 40%.

*com informações de Agência Brasil

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