Cidade de SP tem redução de 54% nos 'golpes do amor', diz polícia
No ano passado, foram registrados 53 casos, ante 115 em 2022

A cidade de São Paulo registrou redução de 54% nos chamados "golpes do amor", quando criminosos usam encontros marcados por aplicativos de relacionamentos para sequestrar vítimas e tirar dinheiro delas. O levantamento foi divulgado na segunda-feira (8).
De acordo com a Polícia Civil, a Divisão Antissequestro (DAS) atendeu 53 casos no ano passado. Em 2022, foram 115 registros na unidade. Das ocorrências de 2023, 47 foram esclarecidas, resultando em 187 prisões.
Conforme a polícia, a queda de casos é resultado de uma série de ações realizadas pela unidade, que em 2023 passou por uma mudança administrativa, o que permitiu que as três delegacias da divisão passassem a atuar neste tipo de crime.
"Com essa mudança, conseguimos ter mais tempo para nos dedicar às investigações, o que refletiu nas prisões de lideranças destes grupos", explica Eduardo Bernardo, delegado titular da 1º delegacia da DAS. Antes, a 1º e a 2º delegacia atendiam apenas casos de extorsão e sequestro relâmpago.
Outra medida importante foi a mudança de foco nas investigações, que passaram a mirar os líderes destas quadrilhas especializadas no "golpe do amor". Além disso, a polícia passou a ter uma ação mais incisiva sobre os chamados "conteiros", pessoas que emprestam as contas para que criminosos transfiram os valores retirados das vítimas.
"Nós já tínhamos mapeado algumas regiões problemáticas e depois passamos a focar nas lideranças, pessoas que eram ligadas diretamente aos sequestros. Com isso, a qualidade das prisões aumentou e passamos a desarticular estes grupos", afirmou o delegado.
Ele também explicou que houve aproximação da polícia com os bancos e as empresas de aplicativo de relacionamento para dar mais agilidade nas investigações.
Veja dicas para não cair no "golpe do amor":
- sempre fazer uma chamada de vídeo com a pessoa para se certificar de que ela é a mesma que aparece no perfil;
- não passar dados pessoais durante as conversas nestes aplicativos, como, por exemplo, local onde mora, onde trabalha e informações sobre situação financeira;
- pesquisar as pessoas com as quais mantém contato nas redes sociais e desconfiar de perfis criados há pouco tempo ou com pouca informação;
- realizar o encontro em um local público. É importante frisar que, se durante as conversações para o encontro houver mudança do local público para outro lugar, não é recomendado ir. Isto pode ser um artifício para atrair a vítima para o sequestro.
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