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Chuvas no RS: voluntário morre 18 dias após cair de caminhonete e bater a cabeça

Adroaldo Gabana, de 39 anos, sofreu queda enquanto ajudava famílias atingidas por enchentes no Vale do Taquari; agrônomo ficou 18 dias internado

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Foto mostra Adroaldo Gabana, voluntário que morreu no Rio Grande do Sul
Adroaldo Gabana tinha 39 anos • Reprodução/Redes sociais

Um voluntário que caiu da caçamba de uma caminhonete enquanto ajudava atingidos pelas enchentes no Vale do Taquari, morreu na noite deste sábado (25) após passar 18 dias internados em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Adroaldo Gabana tinha 39 anos e era agrônomo.

No dia 7 de maio, Adroaldo e um grupo de amigos se voluntariaram para ajudar quatro famílias vítimas das enchentes na cidade de Muçum. O grupo se ofereceu para limpar as casas dessas pessoas. O agrônomo estava em cima da caçamba de uma caminhonete quando se desequilibrou e bateu a cabeça no chão.

Adroaldo foi levado as pressas por um helicóptero do Exército para o Hospital Bruno Born, de Lajeado, onde passou por uma cirurgia para diminuir o inchaço e a pressão na cabeça. A equipe chegou a avaliar que Adroaldo tinha atividade cerebral mínima. Um outro exame feito dias depois encontrou atividade cerebral, mas a situação renal do paciente piorou consideravelmente até o óbito. Adroaldo deixa esposa e uma filha.

Tragédia no RS

O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em centenas de cidades. Segundo a Defesa Civil, as fortes chuvas que atingem o estado gaúcho, desde o dia 29 de abril, já afetaram mais de 1 milhão de pessoas. De acordo com os dados mais atualizados, são 169 mortos, 56 desaparecidos e mais de 580 mil desalojados.

A Marinha do Brasil enviou equipes, embarcações, aeronaves e viaturas para ajudar no resgate. A Força Aérea Brasileira enviou dois helicópteros para resgatar vítimas em cidades isoladas por causa das interdições nas rodovias, como Candelária, por exemplo.

Como ajudar?

Segundo as autoridades, desabrigados e desalojados que foram acolhidos pela Defesa Civil precisam não só de alimentos, como também de colchões, roupas de cama e banho e também cobertores. Quem mora na região de Porto Alegre pode contribuir presencialmente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual (avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, Porto Alegre).

Além de receber doações de vários itens, as autoridades permitem a doação de qualquer tipo de valor em dinheiro. Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

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