Belo Horizonte
Itatiaia

Chuva no RS: número de mortes sobe para 29; desaparecidos somam 60

Governador lamentou todas as vidas perdidas e afirmou que autoridades não estão conseguindo acessar todos os locais necessários; rio Guaíba pode chegar aos 5 metros e água corre o risco de invadir o Centro de Porto Alegre, assim como enchente histórica de 1941

Por
Foto mostra atingidos pela chuva no Rio Grande do Sul
Chuvas causam estragos no Rio Grande do Sul • Mauri Dorneles/Itatiaia

O número de mortes causadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul subiu de 24 para 29, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado no início da noite desta quinta-feira (2). Já o número de desaparecidos subiu de 21 para 60. As autoridades se preparam para uma possível cheia recorde do rio Guaíba, que pode atingir até mesmo o Centro da capital Porto Alegre.

As informações foram divulgadas em uma live realizada na noite desta quinta-feira (2) pelo governador Eduardo Leite (PSDB), que lamentou profundamente todas as vidas perdidas e disse que as previsões para os próximos dias não são boas: ‘Com a mais profunda dor no coração, eu sei que será ainda mais do que isso. Não estamos conseguindo acessar os locais necessários. Sabemos de deslizamentos, inundações e pessoas que estão em locais inacessíveis’.

Tenham a percepção da urgência absoluta para o que está acontecendo. É absurdamente excepcional, é provavelmente o caso mais crítico da história. É impossível atender a todos os resgates nas condições climáticas que estamos vivenciando

eduardo leite (psdb), governador do rio grande sul

Como ajudar?

Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138.

Nova cheia do Guaíba e enchente de 1941

Nesta tarde, o governador Eduardo Leite (PSDB) revelou que o rio Guaíba pode ultrapassar os 4 metros e, com isso, se aproximar da marca histórica registrada na maior enchente de Porto Alegre, em 1941. Porém, uma nova projeção do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) revelou que o rio pode subir ainda mais e alcançar os 5 metros. Com isso, a água não só alagaria as ilhas ao redor do Guaíba, como atingiria o Centro de Porto Alegre.

Estado de calamidade

O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública nessa quarta-feira (1º) pelos “eventos climáticos de chuvas intensas”. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado.

O documento destaca que o RS é atingido por chuvas intensas, alagamentos, granizo, inundações, enxurradas e vendavais de grande intensidade, sendo classificados como desastres de Nível III — caracterizados por danos e prejuízos elevados. O decreto fica em vigor por 180 dias.

Recomendações da Defesa Civil:

  • Se puder, permaneça em casa;
  • Esteja atento aos boletins meteorológicos e alertas de emergência emitidos pelo Estado;
  • Siga as instruções das autoridades locais e utilize as rotas de evacuação recomendadas;
  • Evite o deslocamento para regiões afetadas;
  • Se morar em área de risco, abandone o local com antecedência;
  • Separe os documentos importantes e embale-os em sacos plásticos;
  • Ao sair desligue a chave geral de eletricidade, água ou gás;
  • Evite atravessar as águas de carro ou a pé;
  • Se ficar isolado em local inseguro, chame imediatamente o Corpo de Bombeiros (193);
  • Encha recipientes com água potável para uso em caso de interrupção no fornecimento;
  • Não enfrente cursos d’água com correnteza, pois você e seu veículo podem ser arrastados.
  • Caso seja surpreendido por uma inundação, fique atento ao nível de água observando os demais veículos;
  • Se o nível da água tiver ultrapassado o meio da roda, desligue o veículo, desça e, a pé, procure um lugar seguro para permanecer;
  • Se o nível da água tiver ultrapassado o nível da porta, desça pela janela do carro, suba ao teto do veículo e pegue um cinto de segurança para se segurar até a chegada do resgate;
  • Somente siga dirigindo, com a atenção redobrada, se o nível da água estiver abaixo do nível da roda.
Por

Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

Tópicos