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O maior aumento foi registrado em Maceió, onde o custo da cesta básica subiu 3,19%.
As quedas mais expressivas ocorreram na região Norte. Porto Velho liderou as reduções, com recuo de 3,60%, seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
De acordo com o Dieese, um dos principais fatores para a alta da cesta básica foi o aumento no preço da carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais analisadas. A elevação é atribuída ao aquecimento da demanda interna e externa e à oferta restrita do produto.
Batata em alta
Outro item que pressionou o custo da cesta foi a batata, que teve aumento de preços em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, a alta chegou a 24,10%. Segundo a pesquisa, o aumento está relacionado às chuvas e ao encerramento do período de colheita.
A cesta básica mais cara do país continuou sendo a de São Paulo, com custo médio de R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Já nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).
Com base no valor da cesta básica mais cara, registrada em São Paulo, e considerando a determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.518,00.
* Informações com Agência Brasil