Morte de adolescente no DF muda rumo do caso e pode agravar acusação contra piloto
Caso pode deixar de ser tratado como lesão corporal e passar a homicídio, segundo análise do Ministério Público

A morte do estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, pode levar à reclassificação do caso de lesão corporal gravíssima para homicídio. O adolescente morreu no último sábado (7), após permanecer 16 dias internado na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras, em decorrência de um traumatismo craniano sofrido durante agressão ocorrida em 22 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal.
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Outra versão
A Polícia Civil também apura a suspeita de que um adolescente teria articulado uma emboscada por ciúmes, aguardando que Rodrigo estivesse sozinho. Turra foi preso em flagrante no dia do crime, pagou fiança de R$ 24 mil e acabou solto. Em 30 de janeiro, a pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva. Ele permanece no Complexo Penitenciário da Papuda.
Em nota, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios manifestou solidariedade à família e informou que acompanhou as investigações desde o início. O órgão destacou que requereu a prisão preventiva do suspeito, medida acolhida pelo Judiciário diante da gravidade dos fatos.
O MPDFT informou ainda que, concluída a fase investigativa, analisa com rigor técnico e jurídico todas as providências cabíveis, incluindo o oferecimento de denúncia na esfera criminal, com a adequada tipificação penal. Não há, por enquanto, previsão de data para a denúncia.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



