Itatiaia

Casos de coqueluche aumentam, e cidade de SP chega a 165 confirmações no ano, aponta boletim

Maioria dos infectados tem entre 10 e 14 anos; em junho, município tinha 105 casos

Por
A queda na vacinação é medida pela vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3)
A coqueluche, que tem vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ainda representa um problema de saúde pública • Fernando Frazão/Agência Brasil

Os casos de coqueluche estão aumentando na cidade de São Paulo, de acordo com boletim da Secretaria Municipal de Saúde divulgado na quinta-feira (11). De janeiro até primeira semana de julho deste ano, o município registrou 165 casos da doença.

O número tem aumentado com o passar dos meses. Em junho, havia 105 confirmações de coqueluche. Em maio, eram apenas 32. As 165 confirmações da doença saíram de 466 casos suspeitos notificados, informou o boletim.

A maioria dos casos confirmados está na faixa etária de 10 a 14 anos, com 94 registros. De acordo com o relatório, foram registrados pelo município 30 surtos da doença, que são responsáveis por 144 confirmações.

Os surtos ocorrem em escolas ou entre famílias. A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e de alta transmissão respiratória.

A doença, que tem vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ainda representa um problema de saúde pública, especialmente em bebês, que podem ter complicações graves e até mesmo morrer. A capital paulista não registra mortes pela doença desde 2019.

Conforme a Secretaria de Saúde, o monitoramento dos casos está sendo feito com intensificação nas investigações epidemiológicas e levantamento minucioso dos contatos, locais de trabalho e estudo, além do levantamento documental da situação vacinal de cada indivíduo ou contato próximo.

"Todas as medidas foram tomadas com continuidade das investigação e acompanhamento. Frente a isso, trazemos este alerta do cenário global e municipal para que os profissionais se ressensibilizem, quanto à necessidade de uma vigilância ativa nos territórios", informou.

Desde meados de 2023, tem sido observado um aumento significativo nos casos de coqueluche em vários países europeus, como Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Suécia, Noruega e Países Baixos.

O aumento permanece em 2024, com alguns países relatando mortes relacionadas à doença, como na República Tcheca e Holanda, ainda segundo o boletim.

Sintomas da coqueluche

De acordo com a secretaria, a coqueluche evolui em três fases sucessivas. A primeira é a catarral, que se inicia com manifestações respiratórias e sintomas leves, como tosse sexa e febre baixa, que duram de uma a duas semanas.

A segunda fase é a paroxística, nela ocorre instalação progressiva de surtos de tosse até crise de paroxismo (quando o sintoma se manifesta mais intensamente), que variam de duas a seis semanas.

Após isso, tem a fase de convalescença que pode durar de duas a seis semanas, onde os sintomas diminuem gradualmente e paroxismos de tosse são substituídos por episódios de tosse comum.

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

 

 

Belo Horizonte