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Caso Tio Paulo: veja o que o laudo diz sobre a hora da morte do idoso no RJ

Homem de 68 anos foi levado, já morto, para agência bancária em shopping de Bangu; sobrinha alega que idoso ainda estava vivo quando chegou ao banco

Por e 
Caso repercutiu no Brasil e no mundo • Reprodução/Redes Sociais

O laudo do exame de necrópsia do ‘tio Paulo’, idoso de 68 anos que foi levado morto a uma agência bancária no Rio de Janeiro pela sobrinha na tentativa de fazer um empréstimo bancário, diz que não é possível concluir se o homem morreu a caminho do banco ou no interior da agência. Segundo os peritos, o idoso pode ter morrido poucas horas antes de ser atendido por agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O laudo é assinado pelo perito legista Leonardo Dias Ribeiro. Segundo o documento, foram identificados sinais de edema pulmonar (líquido no pulmão) e falência cardíaca por doença isquêmica prévia. As causas da morte de Paulo Roberto Braga foram identificadas como ‘broncoaspiração do conteúdo estomacal (aspiração de conteúdo do estômago para o interior das vias respiratórias) e falência cardíaca’. A perícia aguarda exames toxicológicos para comprovar ou descartar a presença de medicamentos, ou drogas, que podem ter contribuído para a morte do idoso.

Atendimento em unidade de saúde

'Tio Paulo'

Uma mulher foi detida nessa terça-feira (16) em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após levar um cadáver em uma cadeira de rodas para tentar retirar um empréstimo no valor de R$ 17 mil em uma agência bancária.

A ação de Érika de Souza Vieira Nunes foi flagrada por funcionários do banco, que suspeitaram da atitude da mulher. A polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência também foram acionados, e foi constatado que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, estava morto.

Segundo Fábio Luiz, delegado responsável pelo caso, o homem já estava morto há algumas horas. A defesa de Érika, no entanto, nega e afirma que o idoso começou a passar mal dentro do banco.

Ela ficou detida durante toda a madrugada dessa quarta-feira (17) na 34ª DP em Bangu, e deve passar por audiência de custódia. Ela pode responder por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver, sem direito a fiança.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.