Belo Horizonte
Itatiaia

Casa de show onde Hungria fez show em SP é interditada pela vigilância sanitária

Rapper Hungria está internado após suspeitas de intoxicação por consumo de bebida alcóolica com metanol

Por e 
Hungria será submetido a hemodiálise
Hungria foi internado com suspeita de intoxicação por metanol • Reprodução/Instagram

Hungria fará hemodiálise após suspeita de ingestão de bebida intoxicada por metanol

O cantor Gustavo da Hungria Neves, conhecido artisticamente como Hungria, de 34 anos, passará por sessões de hemodiálise após suspeita de ingestão de bebida alcóolica intoxicada por metanol.

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, o rapper já está recebendo tratamento adequado com etanol. À Quem, a assessoria do artista informou que as medidas são “por precaução, conforme indicação médica”.

De acordo com boletim médico, o artista deu entrada na unidade de saúde com quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica, no início da tarde desta quinta-feira (2). “O cantor Hungria encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo”, comunicou a assessoria.

O que é o metanol?

O metanol é uma substância altamente inflamável e de difícil identificação. Segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, é um “composto orgânico da família dos álcoois, sendo líquido à temperatura ambiente”. O cheiro do produto, que também é inflamável e incolor, se assemelha ao de uma bebida alcoólica comum. No Brasil, sua principal função é servir como matéria-prima para a produção de biodiesel.

Riscos à saúde

A ingestão, inalação ou até mesmo o contato prolongado com metanol pode causar náusea, tontura, cegueira e até a morte. Pequenas quantidades já são suficientes para provocar intoxicação grave. O produto também é inflamável, podendo gerar incêndios e explosões em caso de manuseio inadequado. A presença de metanol em excesso na gasolina ou no etanol adulterado multiplica os perigos: além de enganar o consumidor, pode levar a falhas mecânicas graves e colocar motoristas e passageiros em risco de acidentes.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

Por

André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.