Caminhoneiro é indiciado por acidente que matou quatro militares em Goiás
Em coletiva de imprensa nesta segunda (13), a Polícia Civil conclui o inquérito e indiciou o motorista por homicídio doloso; acidente ocorreu no dia 24 de abril deste ano

A Polícia Civil de Cachoeira Alta concluiu o inquérito do acidente que matou quatro policiais militares em rodovia de Goiás. Preso na última sexta-feira (10), o motorista do caminhão, único sobrevivente, foi indiciado por homicídio doloso. O acidente aconteceu no dia 24 de abril deste ano.
Segundo a PC, além do laudo pericial da Polícia Científica, diversas diligências e oitivas foram realizadas e podem comprovar que o motorista do caminhão, de fato, realizou uma manobra irresponsável.
As vítimas do acidente foram os quatro policiais militares do Comando de Operações de Divisas (COD): o subtenente Gleidson Rosalen Abib, o 1º sargento Liziano José Ribeiro Junior, o 3º sargento Anderson Kimberly Dourado de Queiroz e o cabo Diego Silva de Freitas. (Identificados nessa ordem na foto desta matéria).
Nota da defesa
Em nota enviada à Itatiaia, a advogada de defesa do motorista, Lorena Magalhães, ressaltou que vai contestar o laudo pericial e afirmou que a prisão do acusado é ilegal. Veja a nota:
‘Nota de esclarecimento por parte da defesa do acusado, realizada por meio da advogada Lorena Magalhães, se manifesta especialmente a respeito do caso e de sua prisão. A priori, esclarece que a maioria das informações lançadas não são verídicas, o que têm acarretado sérios problemas como perseguições e ameaças.
O laudo da Polícia Técnico-Científica será rebatido em todos os seus mínimos detalhes, posto que visou procurar um culpado, concluindo pelo único sobrevivente.
Durante toda a investigação, o acusado participou ativamente colaborando com a justiça. Apesar de residir em outro estado, nunca se furtou da aplicação da lei, inclusive compareceu espontaneamente desde o primeiro dia e teve seu depoimento colhido no dia 26/04. Em seguida, acordado com a autoridade policial, continuaria em liberdade, mantendo seu contato direto, o que de fato e comprovadamente ocorreu.
Assim, percebe-se que sua prisão é ilegal usada mais para atender ao clamor público'.
*Sob supervisão de Enzo Menezes
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



