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Brigadeirão envenenado: saiba a dinâmica envolvendo a rendição da suspeita de matar o empresário

Júlia foi presa na última terça-feira (4), após se entregar

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Luiz Marcelo e Júlia Andrade no elevador no dia do desaparecimento. Empresário segura prato que investigadores indicam conter "brigadeirão" que o envenenou • Reprodução

A psicóloga Júlia Cathermol Pimenta, suspeita de matar o namorado com um brigadeirão que continha remédios a base de morfina, deverá ser transferida no final da manhã desta quarta-feira (5), da 25°DP (Engenho Novo) para o Presídio de Benfica, também na Zona Norte.

Júlia foi presa na última terça-feira (4), após se entregar. Segundo o delegado Marcos Buss, por volta das 11h, ela marcou com os policiais, por intermédio de sua advogada, em uma rua do bairro de Santa Teresa, Região Central do Rio.

Após negociação, Júlia se entregou à noite na delegacia. O delgado Marcus Buss disse ainda que as duas pistolas do empresário não estavam com a suspeita e o armamento segue sendo procurado.

Entenda o crime

Luiz foi dado como desaparecido no dia 17 de maio. Câmeras de segurança flagraram Júlia e Luiz Marcelo no dia da morte do empresário. As imagens, gravadas pelas câmeras de monitoramento do prédio onde o casal morava, no bairro Engenho de Dentro, na Zona Norte da capital, flagraram a vítima com o doce em mãos, dentro do elevador.

A primeira imagem é do dia 17 de maio, dia da morte do empresário. Às 17h04, o casal aparece no elevador do prédio com duas cervejas e um prato em mãos. Os dois descem até a portaria e voltam 40 minutos depois. Às 17h46, o casal aparece novamente no elevador já sem as cervejas, mas ainda com o prato. Para a polícia, existe a possibilidade do prato conter o brigadeiro envenenado. Neste mesmo dia, Luiz Marcelo come o brigadeirão e morre.

O laudo da necrópsia não determinou a causa da morte. No entanto, os peritos identificaram uma pequena quantidade de líquido achocolatado no sistema digestivo. De acordo com o laudo, Luiz morreu três ou seis dias antes do corpo ser localizado. Com isso, a polícia acredita que Júlia chegou a dormir na mesma casa onde estava o cadáver durante todo o fim de semana dos dias 18 e 19 de maio.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.