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Brasil tem 11,4 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, diz IBGE

Estudo do instituto indica que o percentual da população alfabetizada subiu a 93% no Censo 2022; desigualdade regional persiste

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mão de uma pessoa idosa escrevendo com dificuldade em um papel
Trunfo reside na imprevisibilidade: em uma população majoritariamente destra • Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o Brasil tem 11,4 milhões de analfabetos, número que representa 7% do total da população com 15 anos ou mais, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (17), referente a 2022.

De acordo com Betina Fresneda, analista do IBGE, esse dado representa um reflexo dos investimentos em educação ao longo das décadas passadas. No entanto, a alfabetização não é uniforme em todo o país, destacando-se diferenças regionais significativas. Enquanto no Sul a taxa de alfabetização atinge 97% da população, no Nordeste esse índice é de 86%, refletindo desafios históricos de acesso à educação.

Betina ressalta que o Brasil enfrentou desafios na garantia de recursos para a educação ao longo de sua história, especialmente antes da Constituição de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases, promulgada em 1996. A disparidade de recursos entre regiões contribui para a persistência dessas diferenças regionais.

Embora a taxa de analfabetismo seja mais alta entre os mais velhos, todos os grupos etários apresentaram redução nos índices ao longo das décadas. Além disso, as mulheres tendem a ter maiores índices de alfabetização em comparação aos homens, atingindo 93,5% em 2022.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.