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TST declara greve dos Correios abusiva e determina manutenção de 80% do efetivo

Impasse sobre plano de saúde e benefícios chega ao TST, que determina manutenção da maior parte do efetivo em serviço

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Impasse sobre plano de saúde e benefícios chega ao TST, que determina manutenção da maior parte do efetivo em serviço • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta segunda-feira (14) que a greve dos funcionários dos Correios, iniciada na última sexta-feira (11), é abusiva e determinou que os sindicatos mantenham pelo menos 80% dos trabalhadores em atividade durante a paralisação.

A decisão atende a um pedido apresentado pelos Correios e estabelece que o percentual mínimo deverá ser cumprido individualmente em cada unidade da empresa, sem possibilidade de compensação entre diferentes setores ou localidades.

O que determina a decisão

Pela determinação do TST, a manutenção de 80% do efetivo deverá ocorrer em todas as áreas consideradas essenciais para o funcionamento da estatal, entre elas:

  • Unidades de atendimento ao público;
  • Centros de tratamento de encomendas;
  • Serviços de transporte;
  • Distribuição de correspondências;
  • Áreas administrativas e de suporte indispensáveis à cadeia postal.

O tribunal ressaltou que o percentual deverá ser observado em cada unidade, turno e atividade considerada essencial.

Greve foi motivada por impasse nas negociações

A paralisação foi aprovada por sindicatos da categoria após o fracasso das negociações com a direção da empresa. Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), um dos principais pontos de conflito é a proposta de mudanças no plano de saúde dos empregados.

Já o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal (Sintect-DF) afirma que a empresa também propôs alterações que reduzem benefícios da categoria, entre elas:

  • diminuição do adicional de férias;
  • fim do tíquete extra;
  • mudanças nas regras de manutenção do plano de saúde.

As entidades afirmam que tentaram chegar a um acordo durante as negociações e nas mediações realizadas pelo próprio TST, mas não houve consenso.

Posição dos Correios

Os Correios sustentam que atravessam um momento financeiro delicado e afirmam que as medidas propostas fazem parte de um plano para reduzir despesas e aumentar a eficiência da estatal.

A empresa defende que a manutenção dos serviços postais é essencial para a população e, por isso, solicitou ao Tribunal Superior do Trabalho a declaração de abusividade da greve.

Com a decisão, a paralisação pode continuar, mas os sindicatos terão de garantir o funcionamento mínimo de 80% dos trabalhadores nas atividades consideradas essenciais.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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