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SUS poderá garantir descontos em remédios e aumentar os medicamentos na rede pública

O Ministério da Saúde espera ter descontos superiores a 50% e garantir mais medicamentos para câncer, doenças autoimunes e outros tratamentos

PorBrasília
O Ministério da Saúde divulgou um estudo que detalhou que pardos e negros respondem por mais da metade das ocorrências de aids desde 2015
SUS quer garantir mais medicamentos em seu rol • Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a contar com um comitê para negociar os preços de medicamentos que poderão ser incorporados à rede pública. Entre eles, poderão ser alvo das negociações os remédios usados nos tratamentos para câncer e doenças autoimunes.

O Comitê de Negociação de Preços para Compra de Medicamentos foi instituído nesta quinta-feira (23) e será coordenado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde.

A nova estrutura será permanente e terá atuação técnica. A expectativa da pasta é obter descontos superiores a 50% na compra de medicamentos. Segundo o ministério, isso será possível porque o SUS é um dos maiores compradores do país, o que amplia o poder de negociação com os fabricantes.

O objetivo é ampliar a capacidade de aquisição de medicamentos com os recursos disponíveis, comprando em maior volume por preços menores. De acordo com a pasta, a medida vai modernizar a negociação de preços, garantir valores mais justos e liberar recursos do orçamento para o investimento em outras tecnologias.

Entre as atribuições do comitê está a definição de regras mais claras e de garantias para a aquisição de novos medicamentos.

A Conitec poderá acionar a nova estrutura para negociar preços quando um medicamento for produzido por apenas um laboratório e a compra por meio de licitação não for viável.

O comitê também poderá atuar na renegociação de preços de medicamentos que já fazem parte do SUS, mas que tiveram aumento significativo de valor. Nesses casos, a secretaria responsável poderá solicitar a abertura da negociação.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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